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Triagem de caminhões com destino ao Porto de Santos ocorre na Interligação

Medida foi tomada por causa do incêndio em tanques de combustíveis.

Está impedida a chegada de caminhões do Planalto em direção à Margem Direita do Porto (Santos). A restrição começou a vigorar à zero hora de hoje e será reavaliada até o final do dia. A decisão de impedir o tráfego de veículos pesados na Cidade foi tomada ontem no gabinete de gestão de crise criado para combater o incêndio que atinge tanques da Ultracargo, na Alemoa desde a última quinta-feira.

A interrupção do tráfego não afetará a circulação de ônibus no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). No entanto, a interligação estará fechada para veículos de passeio, que terão como alternativa o Rodoanel.

O objetivo da medida — que reúne esforços das esferas municipal, estadual e federal — é evitar que a entrada de Santos fique bloqueada por caminhões. Desde que as chamas tomaram conta dos tanques da empresa, a alça de acesso do viaduto da Alemoa está fechada.

A operação envolve diversos órgãos públicos, como a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Agência dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a Ecovias, a Polícia Rodoviária, além da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET).

“Estamos mais próximos de uma solução para o incêndio, mas temos de pensar na população de Santos, que está sofrendo com isso há mais de três dias. Quando a situação melhorar, a ordem (de restringir a circulação de caminhões) será suspensa”, afirmou o diretor-presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, em entrevista para A Tribuna, na tarde de ontem, logo após a reunião com o gabinete de emergência.

Quanto aos impactos no escoamento de grãos, o executivo considera que ainda é cedo para se pensar nos prejuízos, pois, neste momento, o órgão está concentrado em dar suporte no combate ao incêndio.

Como vai funcionar

A operação consiste em bloqueios montados pela Polícia Rodoviária e pela Ecovias, na altura do km 40 da interligação do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), no Planalto. No local, serão delimitadas duas faixas de 8 km, totalizando 16 km, onde os caminhões que tiverem como destino a Margem Direita do Porto serão retidos.

Neste ponto, os rodoviários farão uma espécie de triagem das carretas. Aqueles veículos que tiverem como destino as instalações portuárias santistas não poderão seguir. Aqueles que se destinam à Margem Esquerda (Guarujá) ou ao polo industrial de Cubatão seguirão normalmente.

Com o retorno do feriado prolongado de Páscoa, as autoridades estimam que 12 mil caminhões passem pelo Planalto com destino à Baixada Santista. A metade disso deveria seguir para Santos.

A regulação do acesso ao trânsito da Cidade é uma competência municipal, a cargo da CET. “Na Margem Direita temos a restrição total. O viaduto da Alemoa está bloqueado. Esses caminhões teriam de entrar pela entrada de Santos, o que é impraticável. Entre o Porto e as pessoas, são as pessoas que estão em primeiro lugar”, explica o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Responsabilidades

Nesta operação, cada órgão tem uma função específica. Cabe à Codesp avisar todos os terminais santistas do impedimento da vinda de veículos. A Artesp deverá comunicará os caminhoneiros por meio de placas informativas nas estradas paulistas que levam ao Porto.

Já a Ecovias e a Polícia Rodoviária deverão operar nos bloqueios de motoristas no Planalto e oferecer locais para estacionamento de caminhões. No final da via Anchieta (já na entrada de Santos), organizarão uma fila para a liberação da estrada aos demais veículos.

Caberá à CET fazer o controle dos semáforos por meio do trabalho de operadores, além do monitoramento dos caminhões na área urbana. Ao todo, 60 operadores da companhia atuarão durante o dia auxiliando o trânsito nos semáforos nas vias próximas à entrada da Cidade e na região central.

A orientação da Prefeitura é que os motoristas evitem trafegar pela Avenida Perimetral do Porto. A CET e a Polícia Militar montarão comboios no início da Rua João Pessoa até a Avenida Martins Fontes para a liberação gradual dos caminhões que forem deixar o Porto de Santos em direção à Capital.

Fonte: A Tribuna