O Brasil movimentou via navegação nos rios internos, 38 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2014
Apesar do transporte de cargas ser muito mais barato pelos rios do que pelas estradas, os rios tem recebido um número bem menor de cargas do que a capacidade que tem. Brasil possui atualmente 22 mil quilômetros de rios navegados – apenas 52% do seu potencial – para uso de transporte de cargas ou passageiros, segundo dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). A maioria desses rios está na região Amazônica (cerca de 80%). No Plano Nacional de Viação do Brasil, que é de 1973, estima-se que o país tenha 41.635 quilômetros de rios aptos para a navegação. “Há uma subutilização histórica das hidrovias brasileiras. Há um subinvestimento por parte do governo na locação e no uso dos recursos para investir nesse modal de transporte. O custo do transporte ferroviário é 1/3 do rodoviário e o hidroviário, por sua vez, tem custo de 2/3 do transporte rodoviário”, indica Carlos Campos, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Frete mais caro, produtos com preço maior para o consumidor são um dos principais diferenciais para a economia pelo uso de hidrovias. Com um gasto menor de combustível, é possível inclusive colaborar com uma menor emissão de gases no meio ambiente.
De acordo com o balanço da Antaq, o Brasil movimentou via navegação nos rios internos, 38 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2014, enquanto, nos primeiros meses de 2013, esse volume foi de 39,1 milhões de toneladas. A realidade brasileira é bem diferente da de outros países como é o caso da Alemanha que, no ano passado, movimentou 112,8 milhões de toneladas de produtos em barcas por rios internos.
Fonte: Guia Marítimo