A Rumo Logística, empresa do Grupo Cosan, garante a continuidade dos embarques de açúcar em seu terminal no Porto de Santos, mesmo após o incêndio que destruiu o Armazém X (10 externo) no último domingo. As operações foram retomadas em um de seus dois pontos de atracação, em frente ao Armazém 16, que não foi afetado pelas chamas, segundo a Rumo.
O fogo começou por volta das 16h30 e se espalhou rapidamente pelas instalações. As causas do incêndio ainda não foram apuradas. As investigações só vão começar quando o Corpo de Bombeiros concluir os trabalhos de rescaldo.
As chamas destruíram completamente o Armazém X, que tinha capacidade para armazenar 18 mil toneladas de açúcar. Devido ao incidente, o outro ponto de atracação do terminal, em frente ao Armazém 19, permanece inoperante e não há previsão de retomada dos trabalhos.
Mas a parte das instalações afetada não ameaça as operações da empresa. O terminal tem uma capacidade total de armazenagem de 550 mil toneladas de açúcar. Apenas 3,27% – referente ao Armazém X – foram afetados. No momento do acidente, cerca de 15 mil toneladas de açúcar estavam armazenadas no galpão.
O incêndio destruiu completamente o Armazém X, que tinha capacidade para guardar 18 mil toneladas
Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Porto de Santos é capaz de armazenar 850 mil toneladas de açúcar. Deste total, 200 mil toneladas da commodity podem ser escoadas diariamente, pela Rumo e pelo Terminal da Copersucar, ao lado.
Além do Armazém X, as chamas destruíram também uma esteira que liga dois galpões: o X e o V (5 externo). Este último teve apenas uma pequena parte queimada, segundo o Corpo de Bombeiros.
O sistema de elevação da cargas, a chamada galeria de embarque, foi destruída. E bombeiros e funcionários do próprio terminal informaram que um shiploader (carregador de navios) também foi atingido pelas chamas. A Rumo, através de sua assessoria de imprensa, nega a informação.
“A perícia vai avaliar por onde ele (o fogo) começou. Tudo indica que ele começou no Armazém X ou na esteira. Queimou o Armazém X, a esteira toda, uma parte bem pequena do Armazém V e o shiploader. A gente não sabe se começou na esteira e propagou para os outros armazéns ou se de um armazém foi para o outro”, destacou o capitão Marcelo Medeiros, do Corpo de Bombeiros.
Rescaldo
Na última segunda-feira, os brigadistas trabalharam na contenção das chamas nos armazéns e, algumas vezes, novos focos de fogo mobilizaram as equipes. Em um desses casos, os funcionários administrativos do terminal foram obrigados a deixar as instalações.
O trabalho de rescaldo envolveu, além dos bombeiros, funcionários do terminal e a Guarda Portuária. Doze caminhões foram utilizados para conter as chamas, em um trabalho que durou quase 12 horas.
“O fogo começou e tomou uma proporção muito grande, mas a gente conseguiu chegar rápido. As brigadas das empresas agiram rápido também. Mas, como o fogo era muito alto, a gente só conseguiu controlar realmente e isolar esse fogo de madrugada. Aí começou o trabalho de rescaldo”, afirmou o capitão do Corpo de Bombeiros.
Fonte: A Tribuna On-line