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SP terá de comprar equipamentos de segurança para o Porto, afirma França

O vice-governador participou do fórum Segurança no Porto, em Santos

O vice-governador Márcio França reconheceu, durante o fórum Segurança no Porto, a necessidade de melhor equipar o Corpo de Bombeiros da região para enfrentar sinistros de grandes proporções no complexo santista e nas áreas industriais de Cubatão. O objetivo é oferecer pronta resposta em casos de eventos semelhantes aos que ocorreram recentemente.

“Agora, o Estado tem que comprar equipamentos maiores para incêndios químicos, mas ainda não temos previsão para isso ocorrer. É algo que está fora do mercado comum e muitos têm que vir de fora (do País)”, afirmou. Ele cita, por exemplo, a aquisição de caminhões-tanque semelhantes aos utilizados pelo sistema interno da Petrobras.

Para França, a preocupação em melhor equipar a corporação torna-se mais necessária com a possível construção de uma nova usina termelétrica em Santos. O projeto, conduzido por uma empresa do Sul do País, foi anunciado pelo Estado no último mês e prevê um porto de regaseificação.

O vice-governador acredita que o imposto recolhido pela Taxa dos Bombeiros é o que dará condições ao Estado para comprar os novos equipamentos. Em paralelo, ele cobra a Autoridade Portuária para que ela atue, junto ao Governo Federal, para se adequar à demanda de segurança.

Congresso 

Também durante o encontro da última segunda-feira, o deputado federal Beto Mansur (PRB) defendeu a necessidade de manter, no cais santista, os recursos obtidos pelo Governo com o arrendamento de terminais. O parlamentar considera esta a única alternativa para que os investimentos locais, como aqueles que envolvem segurança, fiquem assegurados.

“A gente não quer que essa receita seja colocada nos cofres do Governo Federal, porque vai sumir”, criticou.

Em defesa semelhante, o também deputado federal João Paulo Papa (PSDB) lembrou que o dinheiro arrecadado com os novos leilões de áreas portuárias deveriam ser destinados aos complexos de origem, mesmo que parcialmente.

Na Câmara, ele apresentou uma proposta que garante 50% dessa arrecadação aos portos.

Fonte: A Tribuna.