Segundo o Ministério da Economia, entre janeiro e maio de 2019 o estado exportou 1,043 mil toneladas de carne suína, com receita de US$ 1,417 milhão; Os embarques foram para três destinos: Hong Kong, Angola e Libéria.
Mato Grosso do Sul é o sétimo estado do país em abate de suínos e também ocupa a mesma posição na exportação desse tipo de proteína. Com a atividade tendo essa importância, o setor produtivo sul-mato-grossense acompanha a devastação do rebanho da China pela peste suína africana com preocupação, pela questão sanitária do avanço da doença, mas também não deixa de enxergar na situação uma oportunidade de mercado para ampliar suas exportações.
O assunto é um dos assuntos que vem sendo debatido pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), em um simpósio que está sendo realizado nesta terça e quarta-feira (dias 25 e 26) em Campo Grande.
“Precisamos alertar produtores sobre a necessidade da biossegurança das granjas, para evitar que doenças entrem em nosso estado e comprometam todo o mercado de venda da proteína. Hoje o plantel brasileiro, e de Mato Grosso do Sul em especial, está livre de várias doenças e temos que nos manter assim”, destaca o diretor da entidade, Fabio José Lima Xavier.
O presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Suínos (Asumas), Alessandro Boigues, destaca a grande preocupação dos produtores brasileiros com a situação na Ásia. “Tudo o que precisamos como suinocultor é ter a segurança de nossos planteis. Neste momento não pode dar nada errado, e se der errado nossa produção acaba. O Brasil dificilmente sobreviveria a um problema desse. Cada estado precisa fazer a sua parte para ter garantia de qualidade sanitária dentro do plantel, que é o que define hoje a comercialização do mercado. Se não tem qualidade, não tem mercado”.
Apesar da preocupação sanitária, a Asumas aponta que crise na China deve trazer alguns reflexos positivos para atividade no Brasil, como, por exemplo, aumento da demanda pela carne suína, valorização do preço, abertura de novos mercados, além de incremento nas exportações.
Segundo o Ministério da Economia, entre janeiro e maio de 2019 o estado exportou 1,043 mil toneladas de carne suína, com receita de US$ 1,417 milhão. Os embarques foram para três destinos, Hong Kong, com 758,532 toneladas (72,67%), Angola, com 235,137 toneladas (22,52%) e Libéria, com 50,115 toneladas (4,80%).
Neste mesmo intervalo de tempo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) revela que os frigoríficos sul-mato-grossenses abateram 783,6 mil animais, o sétimo maior número do país e 3,1% a mais que as 760,1 mil cabeças abatidas no mesmo período.
A produção de carne, entretanto, registrou retração de 1,6%, totalizando 70 mil toneladas. Os animais abatidos, conforme análise do Boletim Casa Rural, do Sistema Famasul, estão mais leves em razão da necessidade de compatibilizar oferta à demanda.
Fonte: G1