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Renovação de frota é aposta da Log-In

Novos sete navios e o diálogo constante com o Governo Federal são as apostas da armadora Log-In para ampliar suas operações de cabotagem no Brasil. A empresa, até 2016, vai renovar totalmente sua frota, ficando apenas com cargueiros capazes de transportar 2.800 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Atualmente, ela conta com embarcações de 1.700, 2.500 e também de 2.800 TEUs.

A companhia acredita que o modal crescerá nos próximos anos e poderá competir mais pontualmente com as rodovias. Levantamentos realizados por ela apontam que, a cada 11 contêineres transportados por caminhões, ao menos seis poderiam ser movimentados por meio do serviço da cabotagem. “Esse movimento (a transferência da carga do caminhão para o navio) implica em redução de custos logísticos da cadeia de transportes, eficiência ambiental e segurança para as cargas e nas estradas”, avalia o diretor-presidente da Log-In, Vital Jorge Lopes.

De acordo com o executivo, o que impede a implantação plena do serviço na costa brasileira é a falta de infraestrutura. Lopes cita ainda a demora tanto para a criação dos novos terminais previstos com a publicação da nova Lei dos Portos (de nº 12.815), no ano passado, como para a construção de melhores acessos aos complexos marítimos. Por isso, a cobrança constante da empresa para com as autoridades, em Brasília.

Mas o diretor-presidente admite que, na área de navegação, o setor teve uma evolução. Mas esta se mostrou limitada por não ter envolvido a desburocratização da cabotagem, a obtenção da isonomia na tarifa dos combustíveis (os navios que percorrem a costa pagam mais impostos ao comprar seu combustível do que as embarcações que vão ao estrangeiro) e uma maior facilidade na liberação dos recursos do Fundo da Marinha Mercante, usados no financiamento de embarcações, ponto considerado estratégico pela Secretaria dos Portos (SEP) para a consolidação do sistema.
“A conscientização do mercado para as vantagens da cabotagem também é essencial”, acredita Vital Jorge Lopes.

Fonte: A Tribuna