Banner página

Notícias

Notícias

Professor defende obras viárias e distribuição de mercadorias

Reformar e remodelar as vias internas do Porto de Santos, distribuir a movimentação de cargas durante todo o dia e ampliar a utilização de novas tecnologias nas operações. Essas são algumas das propostas do professor do Instituto do Mar (Campus Baixada Santista) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Caio Fernando Fontana, para desenvolver o complexo portuário. Elas serão debatidas na segunda e última parte da 12ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que acontecerá na próxima quarta-feira (26).

Fontana participará do painel Desafios e Soluções de Infraestrutura do Porto de Santos. O evento começa às 14 horas no Salão Orquídea do Parque Balneário Hotel, no Gonzaga, em Santos.

O seminário é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos. O seminário abordará a necessidade de investimentos nos acessos ao cais santista, a fim de facilitar a chegada de cargas nas margens Direita (Santos) e Esquerda (Guarujá) do complexo, e possíveis soluções logísticas para o complexo, do agendamento da chegada de veículos de carga à implantação de pátios para caminhões e das Zonas de Apoio Logístico (ZALs).

Para Fontana, hoje, o sistema viário interno do Porto é o principal gargalo do cais santista. Ele cita trechos da Avenida Augusto Barata, na Alemoa, onde a pista ainda apresenta buracos. Parte da via (que é o principal acesso à Margem Direita do complexo) foi reformada pela Brasil Terminal Portuário (BTP), instalada na região.

Mas ainda há trechos sem manutenção. A situação fica pior em períodos de chuva, quando são comuns os alagamentos, afirma. “Ter o maior porto da América Latina com seus acessos naquelas condições não ajuda. Não há razão de ser assim, mas é”, destacou o acadêmico.

Para o professor, é importante uma reorganização do trânsito e que o Governo dê continuidade à construção das avenidas perimetrais.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a próxima frente de trabalho para a implantação da Avenida Perimetral da Margem Direita será o trecho entre o Canal 4 (Macuco) e a Ponta da Praia.

As obras, que levarão 24 meses para serem concluídas, vão contemplar a remodelação da Avenida Mário Covas e a instalação de um viaduto nas proximidades do Canal 5.

O empreendimento visa melhorar o trânsito de caminhões em direção ao Porto de Santos e reduzir o conflito rodo-ferroviário que persiste em alguns trechos. O projeto ainda terá mais duas etapas. Uma delas é a construção da Perimetral no trecho entre a Alemoa e o Saboó e a outra, a implantação do Mergulhão – a passagem rodoviária subterrânea em frente aos armazéns do Valongo.

“No sistema viário atual, temos um sistema interno ferroviário e rodoviário com poucas opções e que precisa ser melhor utilizado”, destacou Fontana.

Planalto

Em relação à ligação entre o Porto de Santos e o Planalto, Fontana não acredita na necessidade urgente de uma nova rodovia. Mas considera importante o planejamento para a construção de uma nova pista, que desafogaria a Rodovia Anchieta no futuro. “Agora, não vejo necessidade de uma nova rodovia. Mas para dez anos, com toda certeza”.

Para garantir a agilidade das operações do complexo, Fontana vê a necessidade de distribuir a movimentação de cargas ao longo de todo o dia. Hoje, o período entre 8 e 20 horas é o mais utilizado por veículos de transportadoras de carga em direção ao cais santista.

Por isso, o professor sugere que sejam feitos levantamentos para identificar os períodos de ociosidade das vias e de terminais. “Não dá para ter eficiência nas operações trabalhando no limite. É preciso fazer um planejamento”, disse.

Para Caio Fontana, o sistema de controle do tráfego de caminhões, que utiliza o agendamento eletrônico dos veículos, é uma boa saída para aumentar a eficiência das operações. O programa teve sua fase inicial implantada neste ano e deve ser ampliado nos próximos meses.

Mas também existem outras maneiras, utilizadas em portos internacionais, que podem alcançar o resultado esperado e aumentar a produtividade do cais santista. Essas iniciativas serão destacadas pelo professor da Unifesp em sua participação no Santos Export.

Fonte: A Tribuna