Para CEO da MAC Logistic, é possível criar portos secos para solucionar este problema
Desde a sanção Lei dos Portos, o setor portuário tem ocupado posição de destaque e um dos pontos mais polêmicos refere-se às verbas destinadas à implementação de terminais privados, que têm por objetivo modernizar a estrutura defasada dos portos brasileiros e atender à crescente demanda do comércio internacional, que tem na via marítima a principal porta de entrada e saída de mercadoria no País. Essa é a opinião de Everaldo Barros, CEO da MAC Logistic. Para ele, é possível criar portos secos para solucionar este problema.
Segundo o CEO, hoje, toda a zona portuária está sobrecarregada e não é capaz de atender ao volume do comércio exterior brasileiro. O executivo complementa que o erro estratégico está no acúmulo de atividades exercidas pela zona portuária uma vez que a modernização dos portos e a criação de novos terminais não eliminam os gargalos logísticos que antecede a etapa portuária.
O executivo explica, que área portuária brasileira deve receber os investimentos previstos na Lei dos Portos, porém os portos deveriam ser vistos como pontos de passagem e não como um local para armazenamento e/ou serviços correlatos que antecedem o efetivo embarque dos contêineres e ou carga bulk nos navios. Para ele, os portos mais eficientes do mundo não operam como retroárea para cargas de importação ou exportação.
Ele finaliza dizendo que uma alternativa para sanar esses problemas são as EADIs (Estações Aduaneiras de Interior) também conhecidas como Portos Secos e criadas para aliviar o fluxo de mercadorias nos portos, aeroportos e pontos de fronteira em todo o País.
Barros acredita que elas deveriam ser os grandes receptores de todas as mercadorias, ganhando em eficiência, resultando em menores gastos ao comércio exterior brasileiro, além de ajudarem a ampliar a competitividade do País frente aos desafios da globalização.
Fonte: Guia Marítimo