Quase 5 mil metros de dutos que estão enterrados entre as regiões do Saboó e da Alemoa, na Margem Direita do Porto de Santos, serão retirados até o ano que vem. A firma responsável pelo serviço será contratada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) através de um pregão eletrônico, cujas propostas serão abertas no próximo dia 5. O trabalho deverá ser realizado em 18 meses.
Até a década de 80, as barcaças que faziam o abastecimento de combustível, dos navios que escalavam no complexo santista, eram carregadas no Cais do Saboó. Mas como esse óleo ficava armazenado nos tanques instalados na Alemoa, o transporte dos líquidos era feito através de dutos, explica a Docas.
Quando a prática foi extinta e o abastecimento das barcaças passou a ocorrer no berço interno do píer do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), os dutos foram desativados e enterrados. Essa foi a solução adotada pois, há cerca de 30 anos, não havia uma legislação ambiental que determinava qual seria a destinação correta das linhas de transmissão de líquidos.
No ano passado, a estatal que administra o Porto de Santos optou por retirar todos os dutos que permaneciam enterrados. O primeiro passo foi contratar uma empresa para a realização do serviço. No entanto, apenas 413 metros foram efetivamente extraídos.
De acordo com a Companhia Docas, a tarefa não foi concluída pois ainda não havia a dimensão exata da extensão das linhas de transmissão de líquidos. Após um levantamento, constatou-se que, nessa região do Porto, ainda restam quase 5 mil metros de dutos, que precisavam ser retirados para equacionar um passivo ambiental.
São 1.500 metros de dutos no Cais do Saboó, 1.444 metros entre as oficinas da Alemoa (Portão 2) e a área fronteiriça à Brasil Terminal Portuário (BTP), 1.452 metros da área fronteiriça da BTP até o início do Cais do Saboó e 500 metros nas proximidades das oficinas da Alemoa.
Por isso, optou-se pela realização de um novo pregão eletrônico com essa finalidade. A firma vencedora, além de retirar toda a extensão de dutos, deverá se responsabilizar pelo plano de execução e pela limpeza do solo e do material, que ainda pode conter combustíveis. Após a retirada, os dutos serão encaminhados para o pátio de sucatas da Codesp. Posteriormente, a estatal pode vendê-los em um leilão.
Segundo a Autoridade Portuária, a retirada dos materiais e a limpeza do local não demandarão grandes interdições no cais santista. Consequentemente, não são esperados impactos operacionais, mas tudo dependerá do plano de execução que será definido pela empresa contratada.
As empresas interessadas devem enviar suas propostas de preço até as 9 horas do próximo dia 5, pelo site de compras do Governo Federal, www.comprasnet.gov.br.
Fonte: A Tribuna