O simulado da chegada de um navio com tripulantes infectados pelo vírus ebola, ao Porto de Santos, será realizado neste mês. A expectativa é de que o exercício aconteça até o dia 24. Antes disso, porém, está prevista a escala de embarcações procedentes de áreas endêmicas na África. Duas delas já chegaram ao cais santista.
Vindos do Porto de Lagos, que fica na capital da Nigéria, os navios Spar Hydra e Mandarin Dalian fundearam na Barra de Santos na última terça-feira (30). Eles ainda não estão autorizados a atracar, pois não houve solicitação da Livre Prática (documento que atesta suas condições sanitárias) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No simulado, o navio poderá atracar no cais santista, conforme apurou A Tribuna. A partir daí, o tripulante será removido de ambulância para o Hospital Emílio Ribas, na Capital.
A informação inicial, transmitida pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Antonio Maurício Ferreira Netto, era de que os doentes seriam retirados antes da atracação do navio, com ele ainda fundeado na Barra.
O exercício voltará a ser debatido na próxima segunda-feira (6), quando Codesp, Anvisa, Corpo de Bombeiros, Praticagem de São Paulo e as secretarias Estadual e Municipal de Saúde se reunirão novamente. Representantes dos órgãos vão analisar se é possível remover os infectados antes da atracação da embarcação. Se não for possível utilizar aeronaves, o uso de lanchas será avaliado. Tudo depende das características do navio, como a altura do acesso à embarcação.
Se nenhuma das possibilidades der certo, a alternativa será atracar o navio para a remoção do paciente. Neste caso, o prático (especialista que orienta a navegação de cargueiros nas áreas do Porto)deverá ir a bordo para ajudar no deslocamento da embarcação. Por isso, também serão feitos testes para verificar se esses profissionais conseguirão executar suas atividades com o uso de equipamentos individuais de proteção.
Fonte: A Tribuna