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O Porto e seu acesso marítimo

Um dos principais elementos de um complexo portuário é seu acesso aquaviário, a via utilizada pelos navios para chegar aos terminais. No caso do Porto de Santos, esses acessos são o próprio canal do estuário e a baía formada entre as ilhas de São Vicente e Santo Amaro (onde fica Guarujá).

A gestão desses acessos é uma responsabilidade da Autoridade Portuária – especificamente, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa controlada pela Secretaria Nacional de Portos, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. É ela quem cuida de suas condições de navegação, da manutenção da sua profundidade (com os serviços de dragagem) – na maior parte de sua extensão, são cerca de 15 metros – e de sua sinalização, para que o tráfego marítimo seja eficiente e seguro.

Nessa gestão, a Docas divide o canal do estuário em quatro trechos, a fim de facilitar o controle de suas condições ambientais. O primeiro vai da Barra de Santos até a direção do Ferry Boat. O segundo prossegue dessa área até as proximidades das torres de transmissão de energia. Desse ponto até o Armazém 6, está o terceiro. E daí até o final do estuário, fica o quarto.

O canal também conta com regiões distintas quando se vai de uma margem a outra. As áreas mais próximas do cais – com cerca de 50 metros de largura – são reservadas para a atracação dos navios, sendo denominadas berços de atracação. Na parte central do estuário, está o canal de navegação, uma via mais profunda percorrida pelos navios para se deslocar por todo o complexo.

E as regiões entre esse canal e os berços (tanto de um lado como do outro) são destinadas para os navios manobrarem quando estão se preparando para atracar ou para zarpar. Por isso, são chamadas de bacias de evolução.

Como os navios ficam estacionados nos berços, estes podem ser um pouco mais rasos do que o canal de navegação e as bacias. Isso ocorre pois, quando um navio está em movimento, ele oscila tanto para os lados como para frente (proa) e para trás. Assim, ao navegar, é normal ele afundar mais parte de seu casco em alguns instantes. Para que não bata no leito do estuário ou fique encalhado em bancos de areia, é preciso que tanto o canal como as bacias tenham essa profundidade a mais.

Fonte: A Tribuna.