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O porto de Santos em constante mudança: conheça um pouco da história do complexo

Aos 128 anos, o Porto de Santos passou por um longo período de transformações até se tornar o maior complexo marítimo da América Latina Com modernos equipamentos e terminais em

constante processo de expansão, o Porto de Santos chega aos 128 anos neste domingo (2), pronto para uma nova fase, que alia tecnologia, material humano e a diversificação de cargas.

No entanto, para chegar até aqui, foram muitas etapas de transformação, que levaram o complexo santista a se tornar o maior da América Latina.

As suas atividades foram iniciadas no século XVI, quando as operações eram feitas com estruturas rudimentares. O cenário começou a mudar em 2 de fevereiro de 1892, data de inauguração dos primeiros 260 metros de cais construídos. O modesto atracadouro tornava-se, então, o primeiro porto organizado do Brasil.

Não demorou muito para as exportações de café impulsionarem o crescimento do complexo, que atravessou todos os ciclos do desenvolvimento econômico brasileiro.

 

Geografia

Conhecer a geografia da região é fundamental para entender a posição de destaque conquistada pelo Porto. Quando da chegada da armada de Martim Afonso de Souza à Ilha de São Vicente, observou-se que esse não seria o melhor local para o desenvolvimento do comércio marítimo.

Brás Cubas percebeu que se transferissem para o interior do estuário, no Lagamar do Enguaguaçú, os navios atracados ficariam mais protegidos das intempéries e de ataques de piratas, pois o maciço de São Vicente formado pelos morros isolados representava um abrigo ideal.

Assim, ficou consolidado o primeiro trecho do que viria a ser o atual Porto de Santos. Esse local ficou conhecido como Valongo.

O próximo passo seria a criação, em 1792, da chamada “calçada de Lorena”, caminho visto como ideal para a locomoção das mulas que chegavam com a produção de açúcar.

Os anos seguintes seriam de frequentes mudanças com a construção da estrada de Ferro São Paulo Railway levando a produção de café a ser escoada em apenas quatro horas de viagem. Em 1957, passou a ser denominada Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA.

Em 1888, José Pinto de Oliveira, Cândido Gaàrée, Eduardo Palacin Guinle, João Gomes Ribeiro de Aguilar, Alfredo Camilo Valdetaro, Benedito Antônio da Silva e Barros e Braga & Cia. ganham a concorrência para exploração do Porto por 90 anos.

Em seguida, é implantada a Empresa das Obras de Melhoramentos. Em 7 de novembro de 1890 é assinado o Termo de Concessão com a criação da Companhia Docas de Santos.

A chegada do primeiro navio, o inglês Nasmith aconteceu no dia 2 de fevereiro de 1892. Em 1901, a Gaàrée & Guinle recebe autorização para instalar uma usina hidrelétrica no rio Itatinga, destinada a fornecer eletricidade para a Docas.

Em julho de 1892, novo decreto autoriza o prolongamento do cais, do Paquetá até Outeirinhos. Vinte anos depois estava concluído o cais da Ilha Barnabé, com apenas 40 centímetros de espessura. Era o primeiro cais de concreto armado na América do Sul.

Os terminais privativos passaram a ser implantados a partir de 1968, com a inauguração do terminal privativo da Cosipa.

 

Fonte: A Tribuna