Isto é um assunto muito pertinente para todos nós, pois influirá no futuro de nossas carreiras no mar.
O sonho de muitas empresas de navegação pode estar próximo da realidade, navios que não necessitem mais de tripulação para sua operação, isto é um assunto muito pertinente para todos nós, pois influirá no futuro de nossas carreiras no mar.
A União Europeia esta empenhada arduamente em desenvolver o conceito de navio que navegue sem necessidade de uma tripulação fixa embarcada. O projeto que envolve o trabalho conjunto de sete universidades de ponta na Europa, além de empresas de pesquisas tecnológicas, é chamado de MUNIN – Maritime Unmanned Navigation through Intelligence in Networks.
Estamos desenvolvendo a próxima geração de sistema para controle de navegação marítima à distancia, o que permite monitorar e controlar embarcações por sistema wireless, de terra para bordo, Isto inclui um avançado centro de controle e apoio, que irá ter capacidade de monitorar e operar remotamente frotas de navios, de modo seguro e remotamente autônomo – Programa MUNIN.
Segundo os desenvolvedores do sistema, esse conceito de navio autônomo define que a embarcação pode automaticamente gerenciar sua própria navegação, que será monitorada e gerenciada por operadores que estarão em um “centro (estação) de controle” baseado em terra.
Ainda conforme os desenvolvedores que tem apoio total da Agencia de Segurança de Navegação Marítima da União Europeia, ” o vertiginoso incremento das normas e legislações ambientais, a diminuição do interesse dos jovens pela carreira marítima, a vida útil abreviada dos navios atuais que cada vez mais requerem cumprir exigências mais rigorosas quanto à poluição, esta tornando o setor de transporte marítimo tradicional em uma atividade cada vez mais exigente e custosa”. – MUNIN.
A MUNIN, usa um outro argumento para substituição da tripulação, por “inteligência artificial”, é que consequentemente, a oportunidade de um marítimo optar trabalhar próximo à família, ou com uma vida mais social, seria uma atrativa opção em se tornar operador de estação de controle de navios.
O conceito de navio “autônomo”, abrange não apenas a navegação, e sim toda operação técnica de um navio, como praça de máquinas, e demais sistemas de prevenção contra incêndios que temos hoje nos navios.
Em matéria recente veiculada por publicações marítimas internacionais, destacou o empenho da Rolls-Royce no desenvolvimento desta tecnologia. O projeto conhecido como “Rolls-Royce Drone Ships” – o argumento da Rolls-Royce é: Segurança, menor custo, e menor poluição.
O projeto começa a ganhar força com planos para começar a testar a nova tecnologia em regiões como o Mar Báltico, eles acreditam que dentro de uma década já haverá navios operando normalmente.
Mais cedo do imaginávamos
O futuro da indústria marítima pode mudar novamente, primeiro os navios eram movidos apenas por energia muscular – remos. Depois o homem usou o vento através de velas para navegar por todos os mares, e contornar todo o globo, durante séculos usamos à vela, que foi dando lugar aos poucos, para a máquina à vapor movida à carvão, isto em meados dos Século XIX, que foi o período da revolução industrial, já no Século XX, logo no inicio a máquina a vapor foi aperfeiçoada, com introdução da turbina à vapor, e óleo marítimo como combustível no lugar do carvão, por volta da mesma época começaram também a surgir os primeiros navios com maquinas de combustão interna (motores à Diesel – M/V Selandia – foi o primeiro mercante com maquina a Diesel de grande porte isso em 1912). Já fizeram apenas para testes, navios mercante nucleares (existem quebra gelos nucleares), hoje temos navios diesel elétricos, e também navios tri-fuel – Diesel, Gás e Óleo pesado.
Em cada ciclo desses, mudanças radicais ocorreram, funções deixaram de existir, outras foram reduzidas, e ainda outras mudaram totalmente sua natureza.
Conforme a Rolls-Royce a a MUNIN, até o fim do ano que vem, eles já tem um protótipo pronto para testes, ou seja o desenvolvimento dessa tecnologia já é uma realidade, não são apenas planos distantes, e futurísticos.
Sobre a MUNIN.
O projeto foi criado em 2012 com 3,8 milhões de Euros em caixa, destes 2,9 milhões já foram investidos no desenvolvimento da tecnologia, encabeçando o projeto esta à própria União Europeia, ou seja governos, empresas de tecnologia, e sete grandes universidades que são centros de referencia mundiais em tecnologia marítima, que também formam mão de obra para navios mercantes.
São as seguintes universidades:
– Fraunhofer CML
– MARINTEK
– Chalmers University
– Hochschule Wismar
– Aptomar
– MarineSoft
– MARORKA
– University College Cork
Fonte: unmanned-ship.org/munin/