Banner página

Notícias

Notícias

Motoristas de carga rejeitam proposta e programam greve

Créditos: Vespasiano Rocha/Divulgação

Assembleia definiu greve de sexta-feira

Mais de mil motoristas, funcionários de empresas de transportes de cargas secas e líquidas de Santos e região, farão greve a partir desta sexta-feira. A recusa na proposta de aumento salarial em pelo menos 9%, extensivo aos benefícios, motivou a decisão, cujo edital de aviso deverá ser publicado nesta terça. Se aprovado o aumento, o salário passaria de R$ 1.153,15 para R$ 1.256,93.

A categoria reivindica a incorporação aos salários do valor das 60 horas extras mínimas por mês, vale refeição diário de R$ 18,00, adicional de pernoite de R$ 25,00, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 600,00 e cesta básica de R$ 100,00.

“Nenhum acordo em separado será fechado, com qualquer empresa, antes de resolver a convenção da categoria, pois isso dividiria e desmobilizaria os trabalhadores”, garante o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Eronaldo José de Oliveira, o Ferrugem. A greve, se concretizada, terá reflexos nas atividades comerciais e portuárias da região.

A greve começará na sexta-feira, por tempo indeterminado. Caso o Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) apresente nova contraproposta, ela será votada em assembleia, quinta-feira, às 19 horas, no salão de jogos do clube Jabaquara. A decisão pela paralisação foi tomada neste domingo, durante reunião entre os motoristas e o sindicato.

Rejeitada

O Sindisan ofereceu reajuste salarial de 9%, extensivo aos benefícios sociais. Com isso, o salário passaria de R$ 1.153,15 para R$ 1.256,93. A contraproposta dos motoristas previa reajuste de 23,07% na participação nos lucros ou resultados (PLR), que passaria de R$ 410,00 para R$ 500,00. Com reajuste de 23,07%, a cesta básica passaria de R$ 65 para R$ 80.

A diária na base territorial passaria de R$ 9,40 para R$ 13,50, com reajuste de 43,61%. Fora da base, iria de R$ 11,70 para R$ 15, com reajuste de 28,20%. O pernoite na base subiria de R$ 16,40  para R$ 20, com reajuste de     21,95%. O pernoite fora da base iria de R$ 17,50 para R$ 22, com reajuste de 25,71%. A contraproposta garantia do pagamento de 60 horas extras mínimas mensais, mas não as incorporava aos salários.

 

Fonte : A Tribuna