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Ministério da Infraestrutura deve anunciar decisão sobre ligação seca entre Santos e Guarujá até agosto

Prazo foi informado pelo diretor de Novas Outorgas do Ministério da Infraestrutura, Fábio Lavor, durante audiência pública que discutiu o tema.

Uma definição sobre a ligação seca entre as cidades Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, deve ser anunciada até o fim de agosto. A informação foi passada pelo Ministério da Infraestrutura durante uma audiência pública realizada, nesta segunda (31), pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados.

Entre as definições a serem tomadas dentro deste prazo, está a decisão de construção de ponte ou túnel para a ligação entre os municípios e qual o modelo de viabilização econômica da obra será adotado.

O prazo de mais dois meses para a tomada de decisões foi informado pelo diretor de Novas Outorgas do Ministério da Infraestrutura, Fábio Lavor. Ele também disse que, para garantir recursos para a obra, a ligação seca foi incluída no contrato de concessão da gestão do Porto de Santos, cabendo, então, ao vencedor assumir o custo total ou parte da construção.

Além do Lavor, a audiência também reuniu representantes da Santos Port Authority (SPA), Secretaria de Transportes e Logística do Estado de São Paulo, das prefeituras de Santos e Guarujá, da Associação Comercial de Santos, de especialistas no tema e do Movimento Vou de Túnel.

 

Túnel ou ponte

A ponte, projetada pela Ecovias, tem 7,5 quilômetros de extensão, com início da entrada de Santos e término próximo ao acesso à Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos.

Já o projeto do túnel tem um trajeto de 1,7 quilômetros, com três faixas de rolagem em cada sentido. O projeto inclui acesso para ciclistas, pedestres e, futuramente, conte com uma via exclusiva para o Veículo Leve Sobre Trilhos.

Ao longo da audiência pública, os representantes argumentaram sobre o modelo de ligação preferido, apontando benefícios e malefícios sobre o segundo modelo. O presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, saiu em defesa do túnel, afirmando que uma ponte entre as cidades traria problemas de navegação para navios maiores e de mobilidade urbana.

Casemiro Tércio de Carvalho, executivo de Mercado e Infraestrutura, também falou sobre as vantagens do túnel e destacou que o modelo proposto pelo Estado, de viabilização da ponte, faria os usuários do sistema Anchieta-Imigrantes pagarem pela obra, enquanto que o túnel seria custeado apenas pelos que venham a utilizar a ligação submersa.

O secretário de Transportes do Estado, João Octaviano Machado Neto apontou que não recebeu resposta do Ministério da Infraestrutura sobre o estudo técnico da opção da ponte. Fábio Lavor respondeu que a resposta ainda não foi dada pois a avaliação da proposta da ponte ainda não foi concluída. “Estamos avaliando abertamente as duas opções e ainda não temos uma definição”, disse.

O secretário de Assuntos Portuários de Santos, Ronald Couto, afirmou que a decisão vai depender da viabilização técnica e financeira. Segundo ele, a prefeitura apoia as duas opções igualmente.

Jairo de Almeida Lima Neto, diretor de Desenvolvimento Portuário e Logística de Guarujá, também deu o apoio às duas opções e pediu que as autoridades envolvidas na definição da obra, seja ponte ou túnel, contemplem os acessos ao aeroporto e às rodovias.

J engenheiro Eduardo Lustosa, do Movimento Vou de Túnel, defendeu a opção imersa por conta dos impactos que uma ponte pode ser trazer à região.

Fonte: G1 Santos e Região – Porto e Mar