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Mais de 4 mil estivadores do Porto de Santos cruzam os braços nesta segunda

Paralisação é de, inicialmente, 24 horas. Eles reivindicam reajuste salarial

Pelo menos 4 mil estivadores, avulsos e vinculados, suspenderam as atividades desde as 7 horas desta segunda-feira (21). Eles reivindicam aos empregadores reajuste salarial, com aumento real calculado em 10% e adicionais noturnos, além de garantias de que terão os postos de trabalho abertos. A paralisação é, inicialmente, de 24 horas.

A greve foi decidida em assembleia realizada, na manhã de sexta-feira (18), na sede do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. Os trabalhadores também reivindicam repasse com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento no vale refeição.

“Estamos parados em defesa dos nossos empregos, do nosso trabalho. Queremos o justo e sabemos que os empregadores podem cumprir”, afirmou o presidente do Sindicado, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei da Estiva. Nesta manhã, uma passeata percorre principais vias da Margem Direita (Santos), até chegar à Alemoa.

O estivadores se apresentaram normalmente aos postos de trabalho, no início da manhã, mas permanecem de braços cruzados. Enquanto alguns estão a bordo das embarcações, outros estão nos pátios dos terminais realizando o protesto.

De acordo com Nei, as duas únicas instalações que estão operando normalmente no cais são a Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), na Margem Esquerda, e a Vale, em Cubatão. Ambas empresas, em negociação, já realizaram acordos atualizados com a entidade sindical.

Em contato com A Tribuna, na última semana, os integrantes da Câmara Setorial de Operadores Portuários do Cais Público,da Associação Comercial de Santos (ACS), decidiram abrir negociações como Sindicato dos Estivadores. Eles informaram que enviaram um oficio ao sindicato ainda na última semana. Ações judiciais, para reverte o quadro, não foram descartados.

Fonte: A Tribuna.