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Justiça determina que tripulantes de navio atracado no Porto de Santos sejam repatriados

Decisão da 1ª Vara do Trabalho de Guarujá foi divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira (9).

A Justiça determinou que 15 tripulantes do Leste europeu sejam repatriados, após um relatório de inspeção indicar que a embarcação em que eles trabalham está em situação de abandono no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A decisão foi divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira (9).

A 1ª Vara do Trabalho de Guarujá deferiu tutela de urgência para determinar que três empresas do setor de transporte marítimo façam o desembarque dos trabalhadores que estão a bordo do navio Srakane. Além do relatório da inspeção, os contratos de trabalho estão expirados.

Segundo o juiz Marcos Vinicius de Paula Santos, a situação viola diversas disposições da Convenção sobre Trabalho Marítimo. De acordo com os autos, foi constatado, nesta segunda-feira (7), que o navio no qual os trabalhadores se encontram deve ficar sem iluminação. Isso faz com que os 15 tripulantes não tenham condições de preparar alimentos e nem de tomar cuidados básicos.

Ainda segundo o TRT, as três empresas responsáveis pela embarcação terão de efetuar pagamento de salários vencidos, arcar com todos os custos de transporte, alimentação e assistência médica dos marinheiros, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Além disso, devem testar todos os tripulantes para o coronavírus, para garantia da segurança sanitária em hospedagem e deslocamentos, também sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A decisão também determina que as empresas se abstenham de abandonar a embarcação no Porto de Santos, e que contratem novos marinheiros para rearmar o navio em até 30 dias. O magistrado determinou a notificação das embaixadas de três países europeus, da Capitania dos Portos de São Paulo e do Núcleo Especial da Polícia Marítima da Polícia Federal em Santos (Nepom).

O G1 tentou localizar a operadora ou agente de navegação responsável pelo navio, mas não encontrou até a última atualização desta reportagem.

Fiscalização

O navio já havia sido fiscalizado durante uma operação realizada por nove órgãos para coibir crimes no mar, em abril deste ano. Tripulantes foram encontrados sem água potável disponível e sem alimentação.

A Operação Santos foi coordenada pela Marinha do Brasil e envolveu equipes do Grupamento de Patrulha Naval Sul Sudeste, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Santos Port Authority (SPA), da Anvisa, Alfândega da Receita Federal, Polícia Federal (Nepon), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Polícia Militar Ambiental, Fundação Florestal e Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo informações do Ibama, o navio Srakane, de bandeira panamenha, foi encontrado sem combustível e com sistema de esgoto já saturado. Cerca de 20 tripulantes da Geórgia estavam sem alimento e água potável a bordo. Na época, a embaixada do país foi procurada, e havia previsão para a retirada de resíduos e esgotamento sanitário.

Fonte: G1 Santos e Região – Porto e Mar