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Ibovespa recua 0,83%, aos 103.501,18 pontos

Depois de uma manhã de instabilidade, o Índice Bovespa perdeu força ao longo da tarde de sexta-feira e encerrou em queda de 0,83%, aos 103.501,18 pontos. Apesar do tompo, o índice acumula alta de 0,55% na semana e de 2,34% no mês de setembro.

Operadores atribuíram a fraqueza do Ibovespa no fim do dia a um movimento típico de realização de lucros e à cautela diante da expectativa por uma agenda carregada nesta semana, que se inicia com vencimento de opções de ações. A liquidez foi reduzida – R$ 14,6 bilhões –, o que pode ter potencializado os efeitos das vendas, sobretudo de ações da Petrobras, que fecharam perto das mínimas.

Segundo o gerente da mesa de renda variável da H. Commcor, Ariovaldo Ferreira, com a ausência de gatilhos para novas rodadas de alta, investidores preferiram não arriscar. “Parece que houve um movimento claro de zeragem de posições. O dólar deu uma piorada e o Ibovespa sentiu. Tem também gente já se preparando para o vencimento de opões hoje”, diz Ferreira.

Um experiente operador de renda variável observa que, embora a expectativa de redução dos juros aqui e nos EUA já esteja em boa parte incorporada aos preços, não se pode descartar a possibilidade de movimentos mais abruptos nos dias anteriores a eventos relevantes. Além disso, há sempre a preocupação de que o presidente americano, Donald Trump, retome os ataques a China, com a disparada de tuítes durante o fim de semana.

A perda de fôlego do índice veio na esteira de uma queda mais forte das ações da Petrobras. A ação PN da petroleira recuou 0,67% e a ON, 0,57%. Também pesou a queda forte do setor elétrico, com perdas superiores a 3% das ações da Eletrobras, e de varejistas. O Índice de Consumo (Icon) fechou com retração de 1,14%.

Mercado cambial

O dólar chegou a cair para R$ 4,04 na manhã da última sexta-feira, mas o tom de cautela prevaleceu antes da agenda agitada desta semana.

Operadores ressaltam ainda que o alerta emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os riscos de descumprimento da meta fiscal deste ano também não repercutiu bem nas mesas de câmbio, em meio às dúvidas sobre como o governo conseguirá arrecadar mais com o presidente Jair Bolsonaro vetando a volta da CPMF. O dólar fechou em alta de 0,66%, a R$ 4,0865.

Na semana, o dólar acumulou alta de 0,16% no mercado à vista, mas no mês recua 1,35%. Após o Banco Central Europeu (BCE) anunciar um pacote de estímulos mais forte que o esperado, aumentou a expectativa nas mesas de operação sobre o que os banqueiros centrais podem definir e sinalizar na próxima semana.

“Com a incerteza, os investidores quiseram passar o final de semana confortáveis, ou seja, comprados em dólar”, disse o responsável pela a área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. Ele ressalta que a moeda ganhou força no mercado internacional, o que também pressionou as cotações aqui. O dólar operava misto ante emergentes, subindo na Turquia e Indonésia e caindo na Argentina e Rússia.

Os juros futuros de médio e longo prazos ampliaram o viés de alta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,38%, de 5,338% quinta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 6,391% para 6,49%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,07%, de 6,951%. /Estadão Conteúdo

Fonte: DCI