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Ibovespa opera entre perdas e ganhos com atenção a cenário corporativo e exterior fraco

Mercado registra desempenho errático em compasso de espera sobre acordo para pacote de estímulos nos Estados Unidos

O Ibovespa opera entre perdas e ganhos nesta quarta-feira (21) com o noticiário corporativo em foco neste início de temporada de resultados, com números positivos apresentados pela Weg, enquanto repercute os dados de produção da Petrobras.

Ao mesmo tempo, os investidores seguem à espera por um acordo entre republicanos e democratas nos Estados Unidos para um pacote de estímulos contra os impactos econômicos do coronavírus.

Passou o dia do ultimato feito pela presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. Contudo, segundo a CNBC, Pelosi e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, fizeram progresso nas negociações, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Os dois irão se reunir novamente hoje.

Pelosi afirmou na noite desta terça-feira que tem esperança de que um acordo por mais estímulos fiscais possa ser alcançado entre governo e oposição antes das eleições de 3 de novembro. A gestão do presidente Donald Trump apresentou propostas de liberar até US$ 1,9 trilhão, mas o partido Democrata quer US$ 2,2 trilhões.

Às 10h21 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha leve baixa de 0,08%, aos 100.456 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,48% a R$ 5,583 na compra e a R$ 5,584 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava leve variação negativa de 0,01%, a R$ 5,608.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 3,24%, o DI para janeiro de 2023 continua em 4,55%, o DI para janeiro de 2025 sobe um ponto-base a 6,37% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de um ponto-base a 7,27%.

Já na Europa, o aumento de casos do coronavírus segue a pauta da vez. Em mais um sinal de alerta, o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, confirmou na terça que o país estuda adotar um toque de recolher nacional.

Na semana passada, Paris voltou a adotar toque de recolher, e Londres restringiu reuniões entre pessoas que não vivem na mesma residência.

Em entrevista divulgada na terça-feira pelo canal francês LCI, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, expressou preocupação com uma segunda onda de contaminações.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro negou o anúncio do Ministério da Saúde, que pretendia comprar vacinas desenvolvidas pelo Instituto Butantã e pela chinesa Sinovac.

“A vacina chinesa de João Dória: para o meu Governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, disse em rede social.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu a criação de um cronograma para votar cortes de gastos que viabilizem a criação de um novo programa de renda mais amplo que o Bolsa Família, sem estourar o teto de gastos.

Cronograma para corte de gastos

Em entrevista publicada nesta quarta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu que governo e lideranças dos partidos fechem um cronograma para votar medidas de corte de gastos.

Essas medidas serviriam para dar tranquilidade fiscal ao país, e viabilizar a adoção de um programa de transferência de recursos em substituição ao Bolsa Família e ao auxílio emergencial, que vem sendo chamado provisoriamente de Renda Cidadã. Maia afirmou que o cronograma deveria ser fechado com “máxima urgência”.

Maia avalia que definir um cronograma e o alcance das medidas de corte de gastos seria uma sinalização importante para investidores.

No início da semana, ativos brasileiros tiveram ganhos após representantes do governo e do Congresso afirmarem compromisso com o teto fiscal, que restringe os gastos do governo. No final de semana, o ministro da Economia Paulo Guedes havia dito que o Brasil continuaria fazendo reformas até o fim, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ser contra a prorrogação do decreto de calamidade, e afirmou que é preciso encontrar uma forma de viabilizar o Renda Cidadã dentro do teto de gastos.

Fonte: InfoMoney