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Governo inclui no PPI projeto piloto de exploração de petróleo e gás ‘shale’

Iniciativa faz parte de um plano do Ministério de Minas e Energia para revitalização da exploração de petróleo e gás em áreas terrestres.

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que qualifica um projeto piloto para avaliações no Brasil sobre a exploração de petróleo e gás não convencionais (“shale”) para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Veja o mapa das privatizações federais

A inclusão da iniciativa no PPI tem como objetivo “apoio ao licenciamento ambiental e de outras medidas necessárias à viabilização” do empreendimento, segundo publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6).

O chamado petróleo ‘shale’ é de extração mais cara que o convencional, além de oferecer mais riscos ambientais. Por isso, sua extração exige que os preços do petróleo estejam em um patamar mais elevado para oferecer retorno financeiro – diferente do atual momento, em que a commodity bate recordes consecutivos de baixa, tendo inclusive chegado a registrar preços negativos no mês passado.

 

Viabilidade dos recursos

O projeto tem sido chamado pelo governo de “poço transparente” e tem como objetivo a produção de conhecimento sobre a viabilidade de utilização de recursos em terra (onshore) de reservatórios de baixa permeabilidade (não convencionais).

A iniciativa faz parte de um plano do Ministério de Minas e Energia para revitalização da exploração de petróleo e gás em áreas terrestres, conhecido pela sigla REATE.

Em dezembro, a pasta defendeu que o “poço transparente” visa “buscar um arcabouço técnico, jurídico e legal” para permitir a exploração de petróleo e gás não convencionais “de forma ambientalmente segura” no país.

Empreendimentos qualificados ao PPI são tratados como prioridade nacional, o que segundo o governo agiliza processos e atos de órgãos públicos para sua viabilização.

 

Leilões

O presidente Bolsonaro também qualificou como de âmbito do PPI a 17ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás sob regime de concessão e os leilões de energia A-5 e A-4 para contratação de projetos de geração de energia existentes.

Os certames, no entanto, estão suspensos por enquanto, após determinação do Ministério de Minas e Energia em meio às incertezas geradas pela pandemia de coronavírus.

 

Fonte: G1 Economia