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Fundos de pensão vão debater proposta da Rumo

Os fundos de pensão que fazem parte do atual bloco de controle da concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL) devem se reunir na próxima sexta-feira para discutir a proposta feita pelo grupo sucroalcooleiro Cosan, para a incorporação dos ativos da ferrovia pela Rumo Logística, sua controlada, segundo fontes familiarizadas com a operação.

Fazem parte do atual bloco de controle Previ (Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e BRZ, além do BNDESPar, braço de participação do BNDES, e acionistas privados. Os fundos, que se sentiram excluídos das negociações conduzidas entre ALL e Rumo, vão dar seu parecer sobre a operação, aos demais acionistas da ALL, segundo fontes.

No último dia 24, a Cosan anunciou que a Rumo apresentou à ALL uma proposta de união, formando uma gigante do setor de logística no Brasil. A oferta prevê a incorporação de todas as ações de emissão da concessionária pela subsidiária da Cosan, que ficará com 36,5% da companhia resultante. Nela, os sócios da ALL terão 63,5% do capital, segundo fatos relevantes divulgados pelas duas.

A proposta prevê que, com a incorporação, a nova companhia será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa.

A oferta é equivalente a uma troca de ações da ALL pelas da Cosan e engloba um ágio de 56% sobre o fechamento das ações da ALL no último dia 21 (a sexta-feira anterior ao anúncio), quando seu valor era de R$ 6,52. A Rumo propôs fazer a troca avaliando a ação ordinária (ON, com voto) da ALL por R$ 10,184 cada – com essa cotação, a empresa teria um valor de referência de R$ 6,959 bilhões. Já o valor de referência da Rumo Logística, na proposta, foi de R$ 3,90 por ação ou um total de R$ 4 bilhões.

Após a conclusão da troca, os atuais acionistas da ALL terão 63,5% da nova companhia e os da Rumo, 36,5%. Na oferta da Rumo, os fundos de pensão saem do bloco de controle, que terá apenas Cosan, os fundos TPG e Gávea e BNDESPar.

A negociação ainda será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Fonte: A Tribuna