Banner página

Notícias

Notícias

Falta de combustível para navios causa prejuízos e atrasos no porto de Santos

Greve é apontada como causa do problema, que força abastecimento de cargueiros em outros portos.

 

Usuários do Porto de Santos denunciam problemas no abastecimento de cargueiros. Segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), o volume de combustível vem sendo fornecido pela metade às embarcações, o que força a partida para abastecimento em outros portos e prejuízos. A

greve dos petroleiros pode ser a causa do problema.

A categoria parou no último dia 1º. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro), cerca de 20 mil trabalhadores estão mobilizados. São 40 plataformas, 18

terminais, 11 reÕnarias e mais outras 20 unidades operacionais e três bases administrativas com trabalhadores em greve por todo o país.

No Porto de Santos, os cargueiros não estão recebendo todo o combustível solicitado. Apenas os navios de passageiros estão recebendo bunker conforme solicitado.

Segundo as agências de navegação, há informações de que navios que solicitaram abastecimento de 1 mil ou 1,2 mil toneladas estão sendo abastecidos com metade deste

volume.  “Há navios que saíram para abastecimento no Rio de Janeiro e África do Sul. No porto de Paranaguá [PR], há uma resistência de abastecer navios saindo de Santos, talvez para não agravar o problema localmente no fornecimento de combustível para os navios escalando naquele porto”, destacou o diretor-executivo do Sindamar, José Roque.

Em um caso relatado pelas agências marítimas, um navio ficou 12 horas atracado, enquanto aguardava abastecimento. Apenas neste caso, o prejuízo chegou a US$ 150 mil,

o equivalente a R$ 646,5 mil. Os custos poderiam ser ainda maiores, caso fosse necessária uma mudança de berços, já que ainda se somariam custos adicionais com praticagem e rebocadores em uma nova atracação. “Outra embarcação que não possui combustível suficiente para alcançar o próximo porto, a Petrobras prometeu abastecer com uma quantidade suficiente somente para completar a próxima escala”, destacou o executivo do Sindamar.

O executivo ainda aponta que um cargueiro aguarda desde terça-feira por abastecimento. Há também uma embarcação que concluirá hoje sua descarga de trigo e precisa de 400 toneladas de bunker. Porém, não há previsão de recebimento do combustível. “A temporada de cruzeiros só aumenta a preocupação no abastecimento, já que o número

de escalas de navios se elevou e se a greve perdurar por mais tempo poderá provocar um caos, mesmo diante de um plano de contingência adotado em suas unidades

operacionais. Como a produção de derivados é um serviço essencial, poderá haver escassez do produto, e a sua falta afetará a cadeia logística de comércio exterior”, afirmou

Roque.

 

Fonte: A Tribuna