A receita obtida com as exportações de café pelo Porto de Santos cresceu 42,95% no mês passado, pouco mais de US$ 137 milhões, quando comparada com o mesmo período do último ano. O resultado saltou de US$ 319,47 milhões para US$ 456,7 milhões. As informações integram o relatório divulgado nesta semana pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Em relação aos volumes embarcados em Santos, também houve um aumento, mas não tão expressivo. De acordo com o levantamento do Cecafé, as exportações pela região tiveram uma alta de 5%, indo de 2.191.556 sacas de 60 quilos de café (131,49 mil toneladas), em fevereiro de 2014, para 2.270.554 sacas (136,23 mil toneladas) no último mês.
O balanço aponta que Santos continua na liderança entre os portos nacionais exportadores do grão, representando 82,8% dos embarques da commodity realizados no País. Nos dois primeiros meses do ano, os terminais do cais santista já movimentaram 4.748.244 sacas (284,89 mil toneladas), ante 4.323.504 sacas (259,41 mil toneladas) na soma de janeiro e fevereiro do ano passado.
Se forem consideradas apenas as unidades de despacho (os locais onde ocorrem o despacho aduaneiro dessas cargas), o complexo santista tem uma participação menor, mas continua em primeiro lugar. Nesse caso, o resultado chega a 3.388.366 sacas (203,3 mil toneladas) em fevereiro último, com uma participação de 59,1% no total nacional.
Nacionalmente, no mês passado, o aumento nos embarques foi pequeno (0,4%). O total chegou a 2,684 milhões de sacas, com uma receita de US$ 1,130 bilhões (incremento de 41,8%). De acordo com o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, apesar do menor período de dias úteis, fevereiro deve ser entendido como “normal”.

Porto de Santos respondeu por 82,8% dos embarques brasileiros de café
Tipos de café
Braga destaca ainda que as exportações de café conillon mantém-se ativas, atingindo no período de 12 meses o volume de 3,781 milhões de sacas. Os cafés da variedade arábica alcançam 29,278 milhões de sacas. Na receita cambial, somaram US$ 6,928 bilhões.
Sobre a qualidade do produto, o relatório divulgado mostra que, no acumulado de janeiro e fevereiro, a variedade arábica respondeu por 81,6% das vendas do País, o robusta por 10,4% e o solúvel, por 8% das exportações.
Destinos
Pelo levantamento, entre os mercados importadores, a Europa foi responsável por receber 59% do total embarcado no Brasil nos dois primeiros meses do ano. A América do Norte respondeu pela compra de 21%, a Ásia, 15%, as demais nações da América do Sul, 2%, e a África, 1%.
A lista dos países importadores foi liderada pelos Estados Unidos, que adquiriram 1.048.720 sacas (18% do total exportado), seguidos pela Alemanha, com 1.039.679 (também 18%). A Itália ocupou a terceira colocação, com 564.228 sacas do produto brasileiro (10%). No quarto está a Bélgica, com 481.179 sacas (8%) e, em quinto, o Japão, com 401.461 sacas importadas (7%).
Fonte: A Tribuna