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Dólar sobe pelo 4º dia seguido, negociado acima de R$ 4,75

Na quinta-feira (7), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,53%, a R$ 4,7409.

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (8), avançando frente ao real pelo 4 pregão seguido, após divulgação de que a inflação subiu em março no país acima do esperado.

Às 10h29, a moeda norte-americana subia 0,35 cotada a R$ 4,7574. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, fechou em alta de 0,53%, a R$ 4,7409. Com o resultado, passou a acumular baixa de 0,38% no mês. No ano, ainda tem queda de 14,96% frente ao real.

O que está mexendo com os mercados?

Na agenda doméstica, o IBGE mostrou que a inflação acelerou para 1,62% em março, acima do esperado, atingindo 11,30% em 12 meses. Foi a maior taxa para meses de março em 28 anos.

Já são 7 meses seguidos com a inflação rodando acima dos dois dígitos, o que reforça as apostas de que a taxa básica de juros (Selic) será elevada em 2022 para além de 13% ao ano.

“Hoje a tendência é o real se valorizar pelo IPCA ter vindo bem mais forte do que o esperado”, disse à agência Reuters Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. “O mercado está vendo que o IPCA não está cedendo, o que pode fazer o Banco Central elevar as taxas de juros um pouco mais”, o que é visto como amplamente favorável à moeda brasileira.

Juros mais altos no Brasil tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.

O recuo do dólar frente ao real em 2022 tem sido favorecido pela disparada nos preços das commodities e perspectiva de manutenção de juros em patamares mais elevados no Brasil. O país possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.

No exterior, os investidores seguem monitorando a perspectiva de que o banco central dos Estados Unidos planeja ser agressivo em sua política monetária para combater a inflação. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) mostrou que as autoridades do BC dos EUA concordaram em começar a cortar o estoque de títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas do banco central em cerca de US$ 95 bilhões por mês. Isso é mais do que alguns investidores esperavam e quase o dobro do ritmo da última vez que o banco central americano encolheu seu balanço.

Fonte: G1 Economia