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Dólar oscila antes de dados dos EUA e decisões de política monetária

Na segunda-feira (7), a moeda norte-americana avançou 0,02%, cotada a R$ 5,0349.

O dólar oscila nesta terça-feira (8), com os investidores trabalhando em modo de espera antes de dados desta semana sobre a inflação norte-americana e após a divulgação das vendas do comércio em abril pelo IBGE.

Às 12h05, a moeda norte-americana caía 0,02%, vendida a R$ 5,0340. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,02%, cotada a R$ 5,0349. Com o resultado, acumula recuo de 3,63% no mês e de 2,94% no ano.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e março de 2022.

 

Cenário

“As atenções globais estão voltadas para a divulgação do Índice de Preços aos Consumidores dos EUA de maio, na quinta-feira, (que) poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve”, explicou em nota à Reuters Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Recentemente, temores sobre um superaquecimento da maior economia do mundo marcaram presença nos mercados globais, em meio a especulações de que um pico na inflação poderia levar o banco central norte-americano a apertar sua política monetária mais cedo do que o esperado.

Embora várias autoridades do Fed tenham afirmado repetidas vezes que enxergam as pressões inflacionárias como temporárias, outras já começaram a reconhecer que estão mais próximas de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de apoio à economia.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed encerrará sua próxima reunião em 16 de junho.

A data também contará com a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, com expectativa de elevação da taxa Selic a 4,25% ao ano, ante patamar atual de 3,5%. Um cenário doméstico de juros mais altos tende a favorecer o real, segundo especialistas, uma vez que torna investimentos locais atrelados à Selic mais atraentes para o investidor estrangeiro.

Vários analistas têm apontado as perspectivas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos como um fator de pressão para o dólar frente ao real, mas dados econômicos domésticos melhores do que o esperado também estão no radar, como o crescimento do PIB no 1º trimestre.

Já nesta terça-feira, dados mostraram que as vendas no comércio varejista brasileiro cresceram bem mais do que o esperado em abril e tiveram maior alta em 21 anos para o mês, voltando a ficar acima do nível pré-pandemia.

Nesse contexto, “o clima é de dólar para baixo”, disse à Reuters Vanei Nagem, responsável pela Mesa de Câmbio da Terra Investimentos.

Segundo ele, agora as expectativas giram em torno do patamar de R$ 5. “Existe toda uma mística em volta dele; é uma marca psicológica. Mas fica a dúvida sobre se o dólar poderia romper esse patamar com força — e ir para níveis bem mais baixos — ou não.”

Fonte: G1 Economia