Na terça-feira, moeda norte-americana fechou em alta de 0,29%, a R$ 4,9419. Na parcial do mês, recuo é de 5,41% frente ao real.
O dólar opera em alta nesta quarta-quarta (30), enquanto os operadores monitoravam a aversão a risco no exterior e os ruídos políticos domésticos. Apesar da alta, a moeda norte-americana caminha para fechar junho em queda de mais de 4% frente ao real, o que marcará seu terceiro mês consecutivo de desvalorização.
Às 11h30, a moeda norte-americana subia 1,18%, cotada a R$ 5. Na máxima até o momento, foi a R$ 5,0109.
Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,29%, a R$ 4,9419. Na parcial do mês, o recuo é de 5,41%. Em 2021, a queda é de 4,73%.
Neste pregão, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em janeiro e maio de 2022.
Cenário
No exterior, a criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos aumentou de forma sólida em junho, mas o ritmo de contratação diminuiu em relação ao mês anterior, com as empresas ainda se esforçando para encontrar trabalhadores para atender à demanda crescente, à medida que a reabertura da economia ganha impulso.
Por aqui, o IBGE divulgou que o desemprego ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril, mantendo-se em patamar recorde.
As atenções também seguem voltadas para a escalada nas investigações da CPI da Covid-19 no Senado. Na véspera, o governo exonerou o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, citado como autor de pedido de propina a empresa para assinar contrato de vacina com o ministério.
A CPI ajuda a fragilizar a situação do Executivo”, escreveu em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. “As propostas de reformas vindas do Executivo devem ‘custar mais caro’ politicamente, assim como sua posição política perante a sociedade fica mais fragilizada à medida que o tempo passa.”
Além do fator político, vários analistas chamavam a atenção para a briga entre comprados e vendidos na formação da Ptax de fim de mês nesta quarta-feira, que tende a elevar a volatilidade no dia.
De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, analistas de mercado esperam dólar de R$ 5,05 nos próximos meses e de R$ 5,10 ao fim do ano. Mas alguns players veem cenário mais benigno em meio à perspectiva de alta da Selic.
O Banco Central elevou a Selic para 4,25% ao ano neste mês, e a expectativa do mercado é que a taxa chegue a 6,50% até dezembro.
“Aumentando os juros, a gente tende a atrair uma maior atenção dos grandes ‘players’ do mercado, levando à entrada de divisas estrangeiras no Brasil”, afirmou à Reuters Tulio Portella, diretor comercial da B&T Corretora. “Ao mesmo tempo, temos taxas de juros baixas (nos Estados Unidos) e uma maior estabilização do mercado como um todo”, o que colabora para o apetite por risco.
Fonte: G1 Economia