Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,42%, cotada a R$ 5,2355.
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (9), próximo dos R$ 5,30, em mais um dia marcado por temores fiscais domésticos, com os investidores monitorando o noticiário político sobre a intenção do governo de ampliar os gastos com programas sociais.
Às 12h10, a moeda norte-americana subia 1,06%, cotada a R$ 5,2909.
Já o Ibovespa opera em queda.
Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,2355 e acumulou alta de 0,5% na semana. No ano, o avanço é de 0,93% frente ao real.
Cenário
No exterior, os mercados eram pressionados por uma queda nos preços das commodities. Os contratos futuros do minério de ferro caíram mais de 4% na China, pressionados por perspectivas de aumento de oferta e enfraquecimento da demanda chinesa.
Na agenda econômica, a FGV divulgou que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,45% em julho, depois de subir 0,11% no mês anterior, com os preços de commodities afetadas por geadas e secas aquecendo a inflação ao produtor. Em 12 meses, chegou a 33,35%.
Pesquisa Focus do Banco Central mostrou que o mercado financeiro elevou a estimativa de inflação em 2021 pela décima oitava semana seguida, para 6,88%. Os analistas também aumentaram de 7% para 7,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021.
A expectativa expansão do PIB no ano permaneceu estável em 5,3%. Já para 2022, diminuiu de 2,10% para 2,05%. Por fim a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 foi mantida em R$ 5,10 por dólar. Para o fim de 2022, é de R$ 5,20 por dólar.
Risco fiscal
Na cena política, o presidente Jair Bolsonaro entrega nesta segunda-feira à Câmara dos Deputados a medida provisória que cria o novo programa social do seu governo, o Auxílio Brasil. Mas o valor do benefício do sucessor do Bolsa Família será definido em definitivo só no fim do ano, informa o Blog do Valdo Cruz.
Além dos temores dos mercados sobre o aumento dos gastos federais, visto por muitos investidores como uma guinada populista do presidente em meio à queda em sua popularidade, a tentativa do governo de alterar o pagamento de precatórios também continuava no radar.
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo para parcelamento dos precatórios com vencimento em 2022 vai prever a constituição de um fundo alimentado com recursos que terão destinação carimbada e ficarão fora do teto de gastos, segundo um integrante do governo com conhecimento direto do assunto.
“Isto mexeu com os preços dos ativos na medida em que gera dúvidas quanto à capacidade do governo de honrar seus compromissos financeiros”, escreveram em nota analistas da Genial Investimentos.
Fonte: G1 Economia