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Dólar opera em alta, mas caminha para 4ª semana seguida de queda frente ao real

Na quinta-feira (3), a moeda norte-americana avançou 0,39% e fechou a R$ 5,2958.

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (4), mas ainda caminhava para registrar sua quarta semana consecutiva de perdas contra o real, em linha com a desvalorização recente da moeda norte-americana no exterior e percepção de ambiente doméstico mais atraente para investidores estrangeiros.

Às 10h30, a moeda norte-americana subia 0,36%, cotada a R$ 5,3147. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 0,39%, a R$ 5,2958. Apesar do resultado, a moeda norte-americana ainda acumulou queda de 1,75% na parcial semana. No ano, a queda 5% frente ao real.

Cenário

No exterior, os preços do petróleo atingiram nesta sexta máximas de sete anos, com tensões geopolíticas e uma tempestade de inverno nos Estados Unidos alimentando preocupações sobre interrupções no fornecimento.

Na agenda do dia, os investidores aguardam a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos em janeiro atrás de pistas sobre o rumo da política monetária na maior economia do mundo. No momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) se prepara para elevar os juros americanos em março.

Na cena local, a principal fonte de preocupações para os investidores tem sido uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por um deputado aliado do Palácio Planalto para autorizar cortes de tributos sobre combustíveis, que pode gerar uma perda anual de até R$ 54 bilhões para a União, segundo cálculos do Ministério da Economia.

No radar dos investidores também permanecia a trajetória da taxa básica de juros e da inflação no país. Com a elevação da Selic para 10,75% ao ano, o Brasil passou a ter a maior taxa mundial de juros reais, isto é, quando se desconta a perda pela inflação, segundo ranking da Infinity Asset Management.

Juros mais altos no Brasil são amplamente vistos como positivos para o real, uma vez que elevam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico e tendem a ser um ponto a favor do fluxo de capital estrangeiro ao país.

A projeção do mercado para a inflação de 2022 está atualmente em 5,38%. Tal perspectiva aumenta a atratividade do Brasil para o investidor estrangeiro.

Fonte: G1 Economia