Na segunda-feira, moeda norte-americana fechou em queda de 0,20%, a R$ 4,9278.
O dólar opera em alta nesta terça-feira (29), refletindo a maior aversão a risco no exterior em meio a temores sobre a disseminação da Covid-19, com os investidores também avaliando a trajetória da inflação e a crise hídrica na cena doméstica.
Às 11h16, a moeda norte-americana subia 0,80%, cotada a R$ 4,9670.
Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 0,20%, a R$ 4,9278. No mês, o recuo é de 5,68%. Em 2021, a queda é de 5% frente ao real.
Cenário
Na cena externa, permanecem as preocupações de que as infecções pela variante Delta do coronavírus possam prejudicar a recuperação econômica global, enquanto investidores evitam fazer grandes apostas antes de dados de emprego dos Estados Unidos, que podem influenciar a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Por aqui, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define nesta terça o valor do reajuste das bandeiras tarifárias – taxa extra na conta de luz que é aplicado quando o custo de produção de energia aumenta. Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, admitiu em pronunciamento na TV que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso “consciente e responsável” de água e energia por parte da população.
Na agenda de indicadores, a FGV divulgou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a ata para 0,60% em junho, depois de ter avançado 4,10% no mês anterior. Em 12 meses, porém, ainda acumula avanço de 35,75%.
“Esta é uma boa notícia no dia que devemos ver aumento na bandeira vermelha da energia elétrica e pode reverter em parte o mal humor na curva de juros”, avaliou o economista da Necton, André Perfeito.
Já o IBGE mostrou que a inflação da indústria subiu 1% em maio, acumulando alta de 35,86% em 12 meses. Em maio, 16 das 24 atividades tiveram alta de preços, contra 18 do mês anterior.
Em meio à pressão inflacionária, diversos analistas do mercado financeiro passaram a projetar uma elevação de 1 ponto percentual na Selic na nova reunião do Banco Central.
Em seu último encontro de política monetária, o Banco Central do Brasil promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, a 4,25%, e a ata de seu encontro mostrou que o Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou a possibilidade de acelerar a alta dos juros, indicando também um possível aperto maior em seu encontro de agosto. A expectativa atual do mercado é de que a Selic termine 2021 em 6,50% ao ano.
Já o Tesouro Nacional anunciou voltará a captar recursos no mercado internacional. Será emitido um título soberano com vencimento em 10 anos, para 2031, e haverá a reabertura do atual papel de 30 anos, para 2050. “O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo”, informou.
Permanece também no radar as discussões em torno da tramitação da segunda etapa de reforma tributária – que desagradou a boa parte do mercado por, segundo algumas análises, implicar aumento de impostos.
Fonte: G1 Economia