Na segunda-feira (8), moeda norte-americana fechou em queda de 0,23%, a R$ 5,3706.
O dólar opera em alta nesta terça-feira (9), com os investidores atentos aos desdobramentos políticos em Brasília em meio a discussões sobre novas medidas de auxílio emergencial e persistentes incertezas fiscais.
Às 11h07, a moeda norte-americana tinha alta de 0,72%, cotada a R$ 5,4094. Na máxima até o momento, chegou a R$ 5,4314. Veja mais cotações.
Já o Ibovespa opera em queda.
Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 0,23%, a R$ 5,3706. No mês, a moeda norte-americana acumula queda de 1,83%. No ano, no entanto, ainda tem alta de 3,54% no ano.
Cenário
No exterior, permanece o otimismo, com os investidores apostando em uma recuperação econômica mais rápida e na aprovação de mais estímulos nos Estados Unidos.
Os democratas do Congresso norte-americano estão avançando com uma proposta de estímulo em resposta à Covid-19 do presidente Joe Biden, no valor total de 1,9 trilhão de dólares, que contará com cheques diretos à população afetada pela pandemia.
Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o movimento do câmbio nesta terça refletia as atenções divididas dos investidores entre o clima otimista no exterior e as incertezas domésticas e temores de que o governo desrespeite o teto de gastos.
O Congresso iniciou seus trabalhos investindo em duas frentes distintas de atuação, pressionando, de um lado, o governo por um auxílio emergencial aos mais vulneráveis durante a pandemia, e, de outro, na sinalização com pautas econômicas sem impacto fiscal imediato, em claro aceno ao mercado.
Mais cedo, o IBGE divulgou que a inflação oficial desacelerou em janeiro, para 0,25%, a menor taxa desde agosto. Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou levemente a alta a 1,92% na primeira prévia de fevereiro, depois de subir 1,89% no mesmo período do mês anterior, segundo mostrou a Fundação Getúlio Vargas.
As expectativas para os juros domésticos também seguem no radar dos investidores. Apostas de que o Banco Central começará a elevar a taxa Selic ainda no primeiro trimestre deste ano têm fornecido algum suporte ao real, que em 2020 sentiu a pressão da redução do diferencial de juros entre o Brasil e outros países.
“A deterioração das condições financeiras parece não ser ainda suficiente para convencer todo o comitê de política monetária aos reajustes dos juros no curto prazo, porém o temor com a questão fiscal já sem impõe nas curvas de juros e a próxima reunião do Copom tende a ser bastante agitada”, disse em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.
Fonte: G1 Economia