Na terça-feira (22), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,90%, vendida a R$ 5,2849.
O dólar opera com pequenas variações nesta quarta-feira (22), à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA e com um pequeno acordo da gigante imobiliária chinesa Evergrande dando um alívio momentâneo para os mercados.
Às 11h31, a moeda norte-americana recuava 0,07%, vendida a R$ 5,2811. Veja mais cotações.
Já o Ibovespa opera em alta.
Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,90%, a R$ 5,2849. Com o resultado, passou a acumular alta de 2,23% no mês, e de 1,88% no ano.
Cenário
O Banco Central do Brasil anuncia nesta quarta-feira, a partir das 18h30, a nova taxa de juros. A expectativa da maioria dos analistas do mercado é de que a Selic deverá ser elevada em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, dando continuidade ao ciclo de aperto monetário.
A expectativa dos economistas é de que a taxa Selic continue avançando nos próximos meses para conter a inflação, e que atinja 8,25% ao ano no fechamento de 2021.
Juros mais altos no Brasil tornam o mercado de renda fixa doméstico mais atraente para o investidor estrangeiro, o que contribui para o ingresso de dólares no país e valorização do real.
Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) anuncia às 15h a sua decisão sobre política monetária e pode sinalizar um cronograma para reduções em suas compras mensais de títulos neste ano.
Em sua maioria, as autoridades têm dito que a recuperação econômica continuará e permitirá que o banco central prossiga com os planos de reduzir seus 120 bilhões de dólares em compras mensais de títulos até o final do ano, encerrando as aquisições totalmente ao longo do primeiro semestre de 2022. As novas projeções econômicas e de juros do Fed também poderão mostrar se a alta da inflação está fazendo com que as autoridades planejem o aumento inicial dos juros já para o próximo ano ou só mesmo em 2023.
Na China, a gigante imobiliária chinesa Evergrand anunciou nesta um pequeno acordo com um credor local, acalmando os temores de calote iminente, que poderia desencadear caos financeiro global.
“Para que a confiança se transforme em algo mais significativo, o mercado terá que observar os planos mais amplos de reestruturação da Evergrande”, declarou à Bloomberg Gary Dugan, chefe executivo da Global CIO Office.
Fonte: G1 Economia