Na sexta-feira (25), a moeda norte-americana fechou a a R$ 4,7466 – menor patamar de fechamento desde 11 de março de 2020.
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (28), ao redor de R$ 4,80, depois de uma série de desvalorizações recentes que o levaram a mínimas desde março de 2020.
Às 10h53, a moeda norte-americana subia 1,16%, cotada a R$ 4,8015. Na máxima até o momento, chegou a R$ 4,8055. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, o dólar fechou em queda pela oitava sessão seguida, com baixa de 1,77%, a R$ 4,7466 – menor patamar de fechamento desde 11 de março de 2020 (R$ 4,7215). Com o resultado, passou a acumular queda de 7,94% na parcial do mês. No ano, tem baixa de 14,86% frente ao real.
O que está mexendo com os mercados?
No exterior, os preços do petróleo recuaram 5% nesta segunda-feira, com os confinamentos impostos em Xangai para tentar reduzir a curva de contágio da Covid-19 alimentando preocupações de fraca demanda e de desaceleração econômica na China, com os investidores de olho também nas negociações de paz com a Rússia marcadas para esta semana na Turquia.
Apesar do recuo nas últimas semanas, o petróleo ainda acumula um salto de cerca de 50% no ano.
O avanço do dólar no brasil estava em linha com a alta da divisa frente a outras moedas no exterior, após o rendimento do título soberano de dez anos dos Estados Unidos chegar a superar 2,5%, indo a picos em três anos.
Depois de o banco central norte-americano ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual neste mês, pela primeira vez desde 2018, os mercados monetários passaram a precificar ajuste mais agressivo, de 0,5 ponto, no próximo encontro do Federal Reserve, o que é visto como fator de impulso global para os rendimentos dos Treasuries e para o dólar, destaca a Reuters.
A disparada nos preços das commodities e juros em patamares elevados no Brasil e o diferencial em relação aos juros nos EUA e outras economias têm contribuído para o fluxo de dólares para o país e para a valorização do real em 2022. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.
Projeções do mercado
O mercado financeiro piorou a projeção para a inflação e para a Selic em 2022. A estimativa para o IPCA no ano subiu de 6,59% para 6,86%. Para 2023, a previsão passou de 3,75% para 3,80%.
Já a previsão para a taxa básica de juros da economia foi mantida em 13% ao ano para o final de 2022.
O mercado manteve a estimativa de crescimento do PIB deste ano estável em 0,50%.
A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2022 recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25. E para o fim de 2023, caiu de R$ 5,22 para R$ 5,20 por dólar.
“O IPCA deve desacelerar em 12 meses apenas em maio, ou seja, saberemos apenas desse resultado em junho o que deve continuar pressionando as expectativas por mais uma alta na Selic”, avaliou André Perfeito, economista-chefe da Necton.
Fonte: G1 Economia