A construtora paulistana Cappellano foi definida nesta quinta-feira (19) como a empresa que será responsável pela execução do trecho final da Avenida Perimetral da Margem Direita, a ser implantado na Avenida Governador Mário Covas, que vai do Canal 4, no Macuco, até o Ferry Boat, na Ponta da Praia. A informação foi divulgada quinta-feira(19), com exclusividade para A Tribuna, pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República, e confirmada nesta sexta-feira pelo site da SEP.
Na manhã dessa quinta-feira 19), após a abertura das propostas de preço para o serviço e duas rodadas de negociações entre as seis participantes, ocorridas na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), em Santos, a empresa paulistana foi a que apresentou a cifra mais baixa para a realização dos trabalhos, R$ 72,4 milhões.
O valor máximo para as ofertas, definido pela Codesp, organizadora da licitação, não foi divulgado pela companhia. Também foi mantido em sigilo o deságio a ser obtido com a proposta da primeira colocada. A medida é necessária até que o processo seja concluído.
Agora, a Castellano terá de apresentar a documentação comprovando sua habilitação técnica. Isso terá de ocorrer até a próxima quinta-feira(26). Se os laudos da construtora forem aprovados, ela será declarada vitoriosa na licitação. Se a resposta for negativa, a empresa é desclassificada e a concorrente classificada em segundo lugar terá sua chance de disputar o empreendimento.
O projeto de implantação do novo trecho da Avenida Perimetral da Margem Direita engloba a remodelação da Avenida Governador Mário Covas, do Canal 4 até o Corredor de Exportação, numa extensão de 3,5km. A via ganhará nova pavimentação asfáltica e terá remodelada sua iluminação pública.
Também está prevista a construção de um viaduto em formato de Y, que disciplinará o tráfego de caminhões na avenida, segregando aqueles destinados aos terminais de contêineres e dando passagem livre os automóveis e caminhões com grãos.
O viaduto terá uma das alças de acesso erguida no terreno da antiga empresa de transportes Lloydbratti, na Avenida Mário Covas. Uma outra chegará às instalações da Libra Terminais, que opera o T-33, T-35 e T-37, um dos principais operadores de contêineres do Porto.
De acordo com a SEP, o empreendimento atenderá “de maneira mais disciplinada” mais de dez terminais na região e eliminará o surgimento de congestionamentos, melhorando o tráfego urbano. O empreendimento ainda prevê um novo projeto de paisagismo para a avenida. No viaduto, haverá uma barreira sonora, a fim de reduzir os impactos do trânsito nas residências próximas.
Como o projeto prevê uma passagem aérea em uma via urbana (no caso, o viaduto, que começará na Avenida Governador Mário Covas), ele teve de ser aprovado pela Prefeitura e referendado pela Câmara de Vereadores. Tais avais são uma exigência da legislação municipal.
A licitação seguiu o modelo de Regime Diferenciado de Contratação (RDC).Nele, a estatal estipula o preço máximo que pagará pela obra (a cifra é mantida em sigilo durante o processo) e as fases da concorrência são invertidas, de modo a agilizar o procedimento. Primeiro, há a análise das ofertas de preço. E apenas a concorrente escolhida tem seus documentos de habilitação analisados.
Este será o segundo trecho da Avenida Perimetral em Santos. O primeiro compreende a região entre a Praça Barão do Rio Branco, no Centro, e o Canal4 , no Macuco. O projeto visa melhorar o trânsito de caminhões em direção ao complexo santista e reduzir o conflito rodo-ferroviário na região do cais.
Fonte: A Tribuna