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Cosan não tem intenção de negociar oferta feita a ALL

O diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Cosan, Marcelo Martins, reiterou na última segunda-feira que a companhia não tem intenção de negociar a proposta feita nessa segunda-feira aos acionistas da ALL, para a fusão da empresa com a controlada Rumo Logística. “A proposta que temos é só essa e nenhuma outra” afirmou o executivo a jornalistas, quando questionado sobre a possibilidade de a companhia rever o valor ofertado para a ALL.

A Rumo apresentou proposta vinculante para a incorporação da ALL pela empresa de logística da Cosan. A oferta consiste na incorporação da totalidade das ações de emissão da ALL, na qual serão atribuídas aos atuais acionistas da Rumo e da ALL ações representativas de 36,5% e 63,5% do capital da companhia combinada, respectivamente.

A proposta considera um valor de referência para a ALL de R$ 6,958 bilhões, equivalente a um preço implícito de R$ 10,184 por ação, e para a Rumo de R$ 4 bilhões, o que corresponde a um preço implícito de R$ 3,90 por ação.

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A ALL Operações Ferroviárias é composta de 4 concessões ferroviárias no Brasil

 

Pelos termos da proposta, a Cosan será responsável por indicar a maioria dos conselheiros da companhia combinada, num total de nove, das 17 cadeiras. Os outros acionistas da Rumo, os fundos de investimento TPG e Gávea, teriam uma cadeira cada, bem como os atuais acionistas da ALL (BNDES, fundo BRZ ALL, Previ, Funcef, o casal Julia e Ricardo Arduini e Wilson de Lara).

A ALL deverá submeter a proposta à deliberação de seu conselho de administração em até 40 dias. Sendo a proposta aprovada, o conselho da ALL deverá então convocar a assembleia geral, que será realizada em até 30 dias, para votar a respeito da incorporação de ações.

Além da aprovação dos atuais acionistas da ALL, o negócio ainda está sujeito à obtenção das aprovações regulatórias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). E a Rumo deverá obter seu registro de companhia aberta e, simultaneamente à operação, ingressará no Novo Mercado da BM&FBovespa.

Aporte

Um aumento de capital por meio de um aporte dos atuais acionistas da ALL e da Rumo é a primeira opção para a nova companhia resultante da possível fusão entre as empresas. “A ideia não é trazer um novo investidor. Estaremos juntos dos acionistas atuais, que têm capacidade de aumentar o capital, se necessário, porque são acionistas fortes”, disse o diretor.
Martins, no entanto, não descartou a futura entrada de um investidor estratégico na combinação ALL-Rumo. “Com projetos bem feitos, no longo prazo, você pode trazer um investidor estratégico que tenha uma valorização melhor”, afirmou o executivo.
A capitalização através de financiamentos com bancos de fomento, como o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), maior acionista da ALL, também é considerada pela Cosan. Segundo Martins, o BNDES tem concedido forte apoio aos projetos de infraestrutura no País e a empresa resultante da operação poderia buscar capital para os seus projetos junto ao banco.

Operadora ferroviária

A futura empresa poderá atuar como uma operadora ferroviária independente, afirmou Martins. “A empresa também pode ser uma operadora ferroviária independente na linha da Valec, por exemplo”, explicou.

De acordo com o diretor da Cosan, se aprovada a fusão, o foco inicial da Rumo-ALL será a renovação da concessão já detida pela ALL. “Primeiramente, você tem que resolver a questão da renovação da concessão para poder fazer qualquer outro investimento”. Em uma segunda etapa, a nova companhia deverá investir em projetos com altas taxas de retorno.

“Não há grandes transformações no primeiro momento”, explicou, afirmando que a principal mudança inicial seria a operação de uma empresa menos alavancada.

Fonte: A Tribuna