Segundo a Secretaria da Receita Federal, esse foi o pior resultado para meses de abril desde 2006, ou seja, em 14 anos. Na parcial do ano, arrecadação caiu 4,21%, para R$ 502 bilhões.
A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 28,95% em abril, contra o mesmo mês do ano passado, e somou R$ 101,154 bilhões, informou nesta quinta-feira (21) a Secretaria da Receita Federal.
Em abril de 2019, a arrecadação havia somado R$ 142,365 bilhões. De acordo com dados da Receita Federal, o resultado de abril deste ano também foi o pior para o mês, pelo menos, desde o início da série histórica disponibilizada, em 2006 (ou seja, em 14 anos). Os valores foram corrigidos pela inflação.
ARRECADAÇÃO FEDERAL (EM R$ BILHÕES)
PARA MESES DE ABRIL – VALORES CORRIGIDOS PELA INFLAÇÃO
104.601104.601116.275116.275106.943106.943124.734124.734142.434142.434143.858143.858130.355130.355142.365142.365101.154101.154200620072008200920102011201220132014201520162017201820192020025k50k75k100k125k150k175k
Fonte: Receita Federal
O resultado da arrecadação, em abril, já reflete os efeitos da crise do coronavírus na economia. Com o nível de atividade em queda, recua também o recolhimento de tributos.
Além disso, o governo federal também fez alterações no prazo de recolhimento de impostos e também da redução de alguns tributos. As visam justamente para combater os efeitos da pandemia na economia brasileira.
No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda de acordo com a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 502,293 bilhões, com queda real de 4,21% frente ao mesmo período do ano passado.
Segundo o órgão, esse foi o pior resultado, para este período, desde 2017, quando somou R$ 495,024 bilhões, ou seja, em três anos. Os valores foram corrigidos pela inflação.
O comportamento da arrecadação, normalmente, é um indicador importante porque indica se o governo está no caminho do cumprimento a meta fiscal anual, ou seja, o resultado para as contas públicas.
Para este ano, o governo tinha de atingir uma meta de déficit primário até R$ 124,1 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por conta da pandemia do coronavírus, não será mais necessário atingir esse valor.
Recentemente, o Tesouro Nacional informou que o déficit primário das contas do governo ficará acima de R$ 600 bilhões neste ano, devido aos gastos extraordinários motivados pela pandemia do coronavírus.
Fonte: G1 Economia