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Codesp e Anvisa esclarecem aspectos do Vírus Ebola

Palestra apresentou quais os sintomas da doença e os cuidados preventivos para que o vírus não chegue ao Brasil.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoveram, no dia 4 de setembro, uma palestra sobre o vírus Ebola e as medidas preventivas adotadas no Porto de Santos. O evento aconteceu no Centro de Treinamento da Companhia e contou com a participação de representantes de todo o segmento portuário e das prefeituras da região.  O Gerente de Orientação e Controle Sanitário de Viajantes em Portos,Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GCOVI), Paulo Coury, e o chefe do escritório da Anvisa em Santos, Francisco Chagas, representaram o Ministério da Saúde.

Na abertura do evento, o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Vicente, ressaltou que a Codesp tem feito reuniões sistemáticas com a Anvisa e o Ministério da Saúde sobre o assunto.  “Entendemos ser importante participar a toda a comunidade portuária o que o país está fazendo para prevenir a chegada do vírus”, comentou.

A palestra sobre o que é a DVE (doença pelo vírus Ebola) foi ministrada pelo médico Francisco Vanin Pascalicchio, do Instituto hospital Emilio Ribas, referência no Estado de São Paulo para o combate à infecção. Ele apresentou um panorama sobre a situação do problema no mundo, com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatizando que a epidemia encontra-se circunscrita a países da África Central (Guiné, Serra Leoa e Libéria), mas que há um esforço internacional para combater a disseminação da contaminação.

O especialista explicou as características e formas de transmissão do vírus e os procedimentos que devem ser adotados como prevenção, procurando tranquilizar os participantes explicando que, apesar da alta letalidade da doença, pelas características da infecção pelo Ebola, a possibilidade de ocorrer uma disseminação global do vírus, incluindo o Brasil, é muito baixa. Ele comentou que o tempo de incubação (contato com o vírus e apresentação dos sintomas como febre, dores musculares, de cabeça e garganta, vômitos, diarréia e possível hemorragia) é de até 21 dias, com a transmissão acontecendo apenas pelo contato com pessoas que apresentem os sintomas. “É preciso um contato íntimo com o paciente, ou seja, saliva, sangue, fezes da pessoa infectada e que já esteja doente”, esclareceu.

Após a palestra, os participantes puderam fazer perguntas ao médico do Hospital Emílio Ribas e aos representantes da Autoridade Sanitária. Ao final, a Anvisa colocou à disposição, para esclarecimentos sobre o assunto no Porto de Santos, o e-mail informe.santos@anvisa.gov.br. A Codesp também se mantém disponível para atuar em conjunto com os demais órgãos responsáveis, tanto para prevenir a chegada da doença ao Brasil quanto para comunicar ao segmento portuário e toda a sociedade sobre os procedimentos que estão sendo realizados.

Fonte: Porto de Santos