O Brasil vem se consolidando como um grande desenvolvedor e exportador de jogos de videogame para aparelhos móveis, computadores e consoles. Somente no ano passado, o País exportou mais de US$ 53 milhões em games. Os principais destinos foram Estados Unidos, Canadá e Europa. Mas o setor está de olho nos países asiáticos como China, Índia e até países árabes como Egito e Emirados.
De acordo com a vice-presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), Carolina Caravana, vários polos de desenvolvimento de jogos estão sendo criados no Brasil, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal e na Região Norte. O maior volume de jogos lançados é de jogos para celular, os chamados “hiper casuais”, que geralmente são mais rapidamente desenvolvidos e mais fáceis de serem colocados no mercado. Eles, no entanto, não prendem tanto o jogador como outros formatos. Caravana afirma que os games para celular são os que mais são exportados em termos de volume, mas não necessariamente os que trazem mais receita. “Há vários modelos de empresa e de desenvolvimento de jogos, e todas vendem bastante, é difícil precisar qual vende mais”, disse.
O mercado de jogos cresceu mundialmente desde o início da pandemia de covid-19. Caravana conta que o Google reportou que a quantidade de jogos publicados dobrou internacionalmente.
Os principais destinos dos jogos brasileiros são Estados Unidos, Canadá, e segundo Caravana, algumas empresas estão conseguindo ter uma boa performance em países asiáticos como a China e a Índia, que têm grande potencial. Países árabes como Egito e Emirados Árabes também são mercados promissores, com diversos eventos voltados ao setor, conta Caravana.
Fonte: Agência Anba – Anba