Na quinta-feira, o principal índice da bolsa fechou em queda de 1,11%, aos 120.701 pontos.
O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta sexta-feira (13), caminhando para fechar a semana com perda, com a temporada de balanços sob os holofotes e as incerteza fiscais e ruídos políticos ainda pesando no mercado doméstico.
Às 11h26, o Ibovespa recuava 0,32%, aos 120.311 pontos. Veja mais cotações.
Já o dólar é negociado em queda.
Na quinta-feira, a bolsa fechou em queda de 1,11%, aos 120.701 pontos, acumulando baixa de 1,72% na parcial da semana. O mês está negativo em 0,90%. No ano, ainda tem valorização de 1,41%.
Cenário
Na agenda do dia, o Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,14% em junho na comparação mensal, bem acima da mediana captada pelo Valor Data, de 0,5%. Com o resultado registro aumento de 0,12% no segundo trimestre, em comparação aos três primeiros meses de 2021.
Na cena política, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira projeto que permite a duas ou mais legendas se unirem em uma federação partidária e atuarem de maneira uniforme em todo o país. O texto já tem aval do Senado e segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Se entrar em vigor, a federação de partidos permitirá a união de siglas com afinidade ideológica e programática – sem que seja necessário fundir os diretórios.
A Câmara decidiu adiar para a próxima terça-feira a proposta de mudanças no Imposto de Renda. O texto muda a legislação, reajustando a faixa de isenção da tabela de pessoa física e cobrando o tributo sobre lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a acionistas.
Já o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (a abertura de um inquérito sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro no vazamento de uma investigação sigilosa da Polícia Federal.
Seguia no radar dos investidores também renovadas incertezas fiscais. O Ministério da Economia incluiu na proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios um dispositivo que autoriza o governo a descumprir a regra de ouro já na aprovação do Orçamento. Na avaliação da Instituição Fiscal Independente, a PEC abre caminho para um “orçamento paralelo”.
“Continua visível o mal-estar dos investidores com o acúmulo de informações negativas advindas dos campos político, institucional e fiscal”, destacou a Renascença, em relatório.
No exterior, os investidores seguiam de olho em pistas para prever quando o Federal Reserve começará a retirar os estímulos da economia americana e a elevar s juros, que estão próximos de zero.
Fonte: G1 Economia