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Bovespa opera em alta após Selic voltar a dois dígitos

Na quarta-feira (2), o principal índice da bolsa fechou em queda de 1,18%, aos 111.894 pontos.

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (3) após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir elevar a taxa Selic de 9,25% ao ano para 10,75% ao ano, como o esperado pelo mercado.

Às 10h05, o Ibovespa subia 0,41%, aos 112.354 pontos. Veja mais cotações.

Já o dólar opera em alta.

Na quarta-feira, a Bolsa teve queda de 1,18%, fechando aos 111.894 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular alta de 6,75% no ano.

Cenário

Na cena externa, as bolsas globais recuavam nesta quinta após os resultados decepcionantes das empresas líderes do setor de tecnologia e enquanto os operadores aguardam mais pistas sobre o ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos.

A ação da Meta, dona do Facebook despencava em Nova York, uma vez que registrou pela primeira vez queda nos usuários ativos diários globalmente em relação ao trimestre anterior e após prever desempenho mais fraco nos próximos meses.

No Reino Unido, o banco central britânico elevou os juros de 0,25 para 0,5% ao ano nesta quinta-feira, com a instituição alertando que a inflação chegará em breve a mais de 7%.

Por aqui, a taxa básica de juros do país voltou ao patamar de dois dígitos pela primeira vez em quatro anos e meio. O Copom aumentou a Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, e já explicitou, no comunicado divulgado após a decisão, a intenção de reduzir o ritmo de aperto na reunião seguinte.

A projeção do ABC Brasil, por exemplo, é de que a Selic encerrará o ciclo a 12,25% em maio, com ajustes adicionais de 1 ponto e de 0,5 ponto nos dois próximos encontros do Copom.

Juros mais altos no Brasil são amplamente vistos como positivos para o real, uma vez que elevam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico e tendem a ser um ponto a favor do fluxo de capital estrangeiro ao país.

Com a nova alta da Selic, o Brasil passou a ter a maior taxa mundial de juros reais, isto é, quando se desconta a perda pela inflação, segundo ranking da Infinity Asset Management.

A projeção do mercado para a inflação de 2022 está atualmente em 5,38%. Tal perspectiva aumenta a atratividade do Brasil para o investidor estrangeiro.

Vale lembrar, porém, que juros mais altos encarecem o crédito, afetando o consumo da população e os investimentos produtivos. Dessa maneira, impacta negativamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda.

Fonte: G1 Economia