O Ibovespa caiu 1,04%, a 96.509 pontos.
O principal indicador da bolsa paulista, a B3, fechou em queda nesta segunda-feira (18), em dia sem referência externa com o feriado nos Estados Unidos, que manteve fechados os negócios em Wall Street. Com isso, os investidores se voltaram ao cenário político interno, com preocupações que puxaram a queda do mercado de ações.
O Ibovespa caiu 1,04%, a 96.509 pontos.
A apreensão no mercado é atribuída a incertezas sobre os efeitos da crise em torno do ministro Gustavo Bebianno destaca o Valor Online. Parte dos investidores teme que, com a demissão, o governo perca poder de articulação em negociações de pautas junto ao Congresso.
Por outro lado, existe o argumento de que o governo se livra de uma pessoa acusada de irregularidades, que deixava a administração vulnerável a ataques da oposição, principalmente, diante da necessidade de se aprovar medidas importantes no Legislativo.
“Acredito que este evento seja apenas um ruído de curto-prazo. Ainda não vejo este evento como um divisor de águas no governo. De qualquer forma, precisaremos estar atentos a condução política de Bolsonaro e companhia. O risco interno para o país continua a ser de implementação da agenda de reformas econômicas e a ala política é figura central nesta agenda”, afirma em nota o estrategista e gestor da TAG Investimentos, Dan Kawa.
Para o economista Silvio Campos Neto, da Tendências, fica a percepção de que o governo tem grandes dificuldades para se articular com a base aliada, assim como o próprio presidente Jair Bolsonaro não encontra saídas mais tranquilas para conflitos internos. “Fica uma preocupação mais ampla de que o governo Bolsonaro tem dificuldade para contribuir uma base de apoio, minimamente, sólida, que possa sustentar uma agenda econômica tão relevante”, disse o especialista ao Valor Online.
Para o economista-chefe da GO Associados, Eduardo Velho, a crise envolvendo Bebianno é algo que “desgasta um pouco o governo” e pode até influenciar um viés negativo nas tratativas com o Congresso. “Mas, na prática, acho que é um evento isolado. Enquanto o presidente estiver ‘descolado’ dessas acusações, isso não prejudica a legitimidade da negociação e do próprio Bolsonaro no processo de tramitação da reforma da Previdência”, disse, também ao Valor Online.
Fonte: G1 Economia