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Agregar valor à soja em grão pode triplicar receita de exportação e gerar mais empregos

O governo federal precisa priorizar políticas de aumento de valor agregado dos embarques, sobretudo os do agronegócio e, em seu âmbito, os do complexo soja, que representou, no ano passado, 14% das vendas externas totais do País. As vendas do Brasil ao exterior de soja em grão, farelo e óleo, em 2014, somaram nada menos do que US$ 31,4 bilhões. Essa cifra poderia ganhar maior expressão se o Brasil, em vez de exportar o grão, o transformasse, internamente, em frango e suíno para exportação. A balança comercial pode ser melhorada mediante políticas de agregação de valor.

Atente-se para esse cálculo feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove): em 2013, um hectare de soja produziu 3.010 kg na safra de verão a um valor FOB porto de US$ 533 a tonelada, o que resultou em exportações de US$ 1.604. Após a colheita da soja, também foram produzidos, nesse mesmo hectare, 5.780 kg de milho a um valor médio de US$ 237 por tonelada, propiciando exportações adicionais à soja em grão de US$ 1.370. O embarque ao exterior de ambos os grãos levou ao ingresso anual de US$ 2.974 por hectare.

Utilizando o mesmo volume de grãos que foram exportados in natura, o Brasil conseguiu produzir e exportar 4.515 kg de carne de frango a US$ 2.049 a tonelada, o que gerou uma receita de US$ 9.251. A agregação de valor também fica evidente no exemplo alternativo da carne suína: o mesmo hectare de soja e milho, transformado em farelo proteico, que adicionado ao milho gerou ração, resultou em 3.251 kg dessa proteína, cuja cotação no mercado externo, em 2013, foi de US$ 2.627 a tonelada. A receita com a exportação de carne suína foi de US$ 8.540. A industrialização da soja para produção de ração proteica também gerou 587 kg de óleo vegetal exportado a US$ 1.003 a tonelada, totalizando US$ 588.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abiove