Ao menos dez embarcações foram impedidas de atracar no cais santista, por segurança
O incêndio que atinge o Terminal Industrial da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, vem provocando uma série de impactos na economia, principalmente para as agências de navegação marítima do estado.
Segundo estimativa do sindicato da categoria, o setor já acumula cerca de R$ 6 milhões em prejuízos, considerando apenas os custos de estadia dos navios na Barra de Santos. Isso porque ao menos dez embarcações foram impedidas de atracar no cais santista, por medida de segurança.
Com relação ao meio ambiente, a quantidade de peixes mortos retirados do estuário já ultrapassa 8 toneladas. Para o biólogo marinho e diretor-presidente do Instituto EcoFaxina, William Rodriguez Schepis, que trabalha desde 2008 na região do estuário, a recuperação das áreas atingidas pela água contaminada será muito lenta.
O Ministério Público Estadual (MPE) estabeleceu um prazo de dez dias para a Ultracargo apresentar explicações sobre as causas do incêndio, e a Polícia Civil abriu inquérito para apurar as responsabilidades. Os promotores de meio ambiente planejam cobrar indenização pelos danos ambientais. Já a prefeitura formou uma comissão para colaborar nas investigações.
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| Ultracargo terá dez dias para apresentar explicações sobre as causas do incêndio |
Rodovias
Para controlar o acesso à margem direita do Porto de Santos, está mantida a operação montada nas rodovias da região. A determinação é do gabinete de crise formado em Santos. Só após o fim dos trabalhos dos bombeiros o tráfego de veículos voltará ao normal.
O principal acesso ao Porto de Santos, o Viaduto Paulo Bonavides está bloqueado desde o dia 2. Durante o feriado, o tráfego de caminhões foi desviado para o centro da Cidade, mas, na noite de domingo, este movimento também foi proibido para os veículos pesados – com exceção de perecíveis e medicamentos.
Fonte: A Tribuna